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Estatais federais registram rombo de 4,1 bi no pior 1º bimestre

Déficit de R$ 4,16 bilhões nas estatais federais nos dois primeiros meses de 2026, pior 1º bimestre da série histórica, em meio à crise dos Correios

— Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, segundo o Banco Central.
  • É o pior desempenho para o 1º bimestre da série histórica (iniciada em 2002); o recorde anterior era de R$ -1,36 bilhão em 2024.
  • O déficit de dois meses aproxima-se do déficit de todo o ano de 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões.
  • O resultado ocorre em meio à crise financeira dos Correios, que possuem monopólio de serviços postais; o prejuízo acumulado até setembro de 2025 foi de R$ 6 bilhões e pode chegar a R$ 9,1 bilhões em 2025.
  • Em dezembro, os Correios contrataram empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional; espera-se que, em 2026, recebam mais R$ 8 bilhões por meio de aportes ou novo empréstimo.

O Banco Central informou que as estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026. O resultado mostra gasto superior à receita, em um período ainda curto do ano.

Trata-se do pior desempenho para o primeiro bimestre da série histórica do BC, iniciada em 2002. O recorde anterior remontava a 2024, com déficit de R$ 1,36 bilhão.

O quadro ocorre em meio à crise financeira dos Correios, que detêm monopólio de serviços de recebimento, transporte e entrega de correspondências, além da fabricação de selos. O rombo de 2025 já era expressivo, com queda acumulada de R$ 6 bilhões até setembro.

Correios sob pressão

No fim de 2025, a empresa contratou empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia do Tesouro Nacional para quitar dívidas e melhorar o caixa. Em 2026, a estatal já havia sinalizado a necessidade de aporte adicional de aproximadamente R$ 8 bilhões para enfrentar a crise.

A divulgação do BC destaca que o cenário financeiro das estatais federais continua monitorado, com esforços para ajustar contas e manter operações básicas sob responsabilidade do governo.

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