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Estatais federais registram rombo de 4,2 bi no 1º bimestre

Déficit de estatais federais atinge recorde de R$ 4,2 bi no 1º bimestre de 2026; estatais estaduais registram prejuízo de R$ 1,3 bilhão

O Banco Central divulga mensalmente a necessidade de financiamento das estatais
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  • As estatais federais registraram déficit de R$ 4,2 bilhões no 1º bimestre de 2026, o maior para esse período na série histórica iniciada em 2002.
  • O rombo representa alta de 320,4% frente ao mesmo período de 2025; o levantamento exclui estatais financeiras (BB, Caixa, BNDES) e Petrobras.
  • As estatais estaduais tiveram déficit de R$ 1,3 bilhão no mesmo intervalo, após superávit de 681 milhões no ano anterior.
  • O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos questiona a metodologia do Banco Central para medir a saúde financeira das estatais, devido à ausência de detalhamento contábil.
  • Sem considerar os Correios, as estatais federais tiveram lucro líquido de R$ 5,2 bilhões no período analisado.

As estatais federais registraram deficit de R$ 4,2 bilhões no 1º bimestre de 2026, o pior resultado para o período desde o início da série, em 2002. O rombo representa alta de 320,4% ante o mesmo intervalo de 2025.

O dado do Banco Central foi divulgado no relatório Estatísticas Fiscais, apresentado na terça-feira, 31 de março de 2026. O levantamento exclui estatais financeiras e também a Petrobras.

Pelo lado estadual, o déficit somou R$ 1,3 bilhão no 1º bimestre, após registro de superavit de R$ 681 milhões no mesmo período de 2025. O quadro evidencia deterioração fiscal setorial.

Metodologia e leituras técnicas

O MGI, responsável pela coordenação das estatais, critica a metodologia do BC para medir a saúde financeira das empresas, alegando que números contábeis não aparecem de forma detalhada na publicação.

Segundo o governo, as estatais federais tiveram lucro de R$ 136,3 bilhões entre janeiro e setembro de 2025. O conjunto incluindo Caixa, BB, BNDES e Petrobras registrou lucro de R$ 137,2 bilhões, enquanto o restante teve prejuízo.

Ao excluir os Correios, as estatais federais apresentaram lucro líquido de R$ 5,2 bilhões no mesmo período de 2025, segundo o governo.

O indicador do BC é relevante para estimar o impacto dos déficits sobre as contas públicas e a política fiscal. Quando há necessidade de financiamento, o Tesouro pode precisar emitir mais dívida ou ampliar recursos.

Entre os casos emblemáticos estão os Correios, que, em fim de 2025, apresentaram plano de recuperação com ganhos anunciados de até R$ 7,4 bilhões por ano, incluindo cortes de gasto, fechamento de unidades e aumento de receita. O prejuízo acumulado de 2025 chegou a R$ 6,1 bilhões no acumulado até setembro.

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