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Ibovespa encerra alta de 7 meses após aversão global ao risco

Guerra no Golfo eleva aversão a risco; Ibovespa encerra março em queda, interrompendo sete meses de alta, mas avança no trimestre

Ibovespa investimentos bolsa
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  • O Ibovespa encerrou março em queda de 0,70%, interrompendo uma sequência de sete meses de alta.
  • Apesar da queda mensal, o índice fechou o primeiro trimestre com alta de 16,35%, o quinto trimestre consecutivo de ganhos.
  • O recuo ocorreu em meio a maior aversão ao risco global, com a guerra no Oriente Médio entre EUA, Israel e Irã formando cenário de incerteza.
  • Até o dia 26 de março, a entrada líquida de capital externo no mercado de ações brasileiro em 2026 ficou perto de 7,9 bilhões de reais, elevando o saldo externo para 49,6 bilhões de reais no ano.
  • Economistas destacam riscos como petróleo mais caro, pressão inflacionária e crescimento mais fraco, ainda que haja continuidade de visão construtiva para o Brasil devido à exposição a energia e commodities.

O Ibovespa interrompeu uma sequência de sete meses de alta ao fechar março em queda, em meio a um cenário global de aversão ao risco devido à guerra no Oriente Médio. O recuo ocorreu mesmo com o índice ainda mantendo dinamismo recente.

No mês, o Ibovespa caiu 0,70%. O único mês de queda anterior desde julho de 2025 foi julho, quando o índice recuou 4,17%. Os investidores acompanharam o desenrolar geopolítico e o impacto nos mercados emergentes.

Apesar da queda mensal, o saldo no primeiro trimestre foi positivo em 16,35%, configurando o quinto trimestre consecutivo de alta para o índice. Traders destacam a resiliência do Brasil diante de riscos globais.

Fluxo de capitais e cenário externo

Em março, até o dia 26, o câmbio externo mostrou entrada líquida de quase R$ 7,9 bilhões, elevando o total de 2026 a R$ 49,6 bilhões em capitais estrangeiros no mercado de ações.

Gestores ressaltam que o Brasil seguia com visão construtiva no início do ano. Em relatório a clientes, economistas do Bradesco enfatizaram que o conflito no Golfo permanece como fator de incerteza.

Segundo Rashmi Gupta, do JPMorgan Private Bank, diante do ambiente macro e geopolítico, há maior alocação no Brasil, por ter exposição relevante a energia e commodities, o que pode favorecer ativos com alta de petróleo.

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