- O IGP-M subiu 0,52% em março, impulsionado por alta nos preços de carne bovina, ovos, leite, feijão e milho.
- Apesar da inflação do aluguel acelerar, contratos que vencem em abril permanecem sem reajuste.
- O indicador acumula retração de 1,83% nos últimos 12 meses.
- A valorização de imóveis e outros fatores podem mudar o cenário de aluguel no futuro, segundo a economista entrevistada.
- Conclui-se que, após contratos de 30 meses, há possibilidade de nova negociação entre locador e locatário para ajustar valores conforme o mercado.
O IGP-M registrou alta de 0,52% em março, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas. O indicador, que sustenta a maioria dos contratos de locação no Brasil, acumula retração de 1,83% nos últimos 12 meses.
Mesmo com a inflação do aluguel acelerando em março, contratos com vencimento em abril seguem sem reajuste. O IGP-M continua sendo a referência para reajustes em grande parte dos aluguéis no país.
Segundo Carla Beni, economista da FGV, o resultado é visto como alívio para quem aluga. Mas ela alerta que a tendência pode mudar, e que negociações entre locatário e proprietário devem ocorrer.
Possível mudança no cenário
Ao longo de contratos costumados em 30 meses, o valor pode voltar a ser alvo de reajuste após esse prazo, conforme valorização do imóvel. A professora reforça a importância da mesa de negociação entre as partes.
Ainda segundo a especialista, mesmo em cidades com alta demanda, o custo dos aluguéis tem subido, o que aumenta a necessidade de acordos para reajustes futuros.
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