- A atividade industrial da China teve o PMI de março em 50,4, acima de fevereiro (49,0) e no maior nível em doze meses, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas.
- O resultado indica expansão acima de 50, com suporte da melhora da demanda, mesmo diante de tensões da cadeia global e volatilidade do preço da energia.
- As exportações chinesas continuam contribuindo para o crescimento no início do ano, ajudadas pela demanda global por eletrônicos e semicondutores.
- O PMI não industrial (inclui serviços e construção) saiu em 50,1, frente 49,5 em fevereiro.
- Analistas apontam que o PIB do primeiro trimestre deve superar o piso de 4,5% a 5,0% da meta oficial, mas o risco de desaceleração global e aumento dos preços da energia podem desafiar a continuidade do crescimento.
O crescimento da atividade industrial da China acelerou em março, alcançando o maior ritmo em um ano. O índice PMI oficial subiu para 50,4, acima de 49,0 em fevereiro e acima de 50,0, sinal de expansão. O resultado veio de um aumento na demanda interna e de melhora nas exportações, em meio a pressões de custos energéticos.
A leitura elevou-se apesar das tensões na cadeia global de suprimentos e da volatilidade do mercado de energia. Analistas mostram que o ambiente externo permanece desafiador, com o preço da energia pressionando o setor industrial e gerando incerteza quanto à durabilidade do crescimento.
O PMI industrial, que mede o setor, superou as expectativas de 50,1 segundo a pesquisa da Reuters. Já o PMI não industrial, que agrega serviços e construção, avançou para 50,1, sinalizando expansão dessas atividades também em março.
Perspectivas e riscos
As exportações de mercadorias continuaram a contribuir para o crescimento nos primeiros dois meses do ano, após um superávit comercial recorde no ano passado, impulsionado pela demanda global por eletrônicos. O Ministério do Comércio chinês indicou que o ímpeto de crescimento deve permanecer, mesmo com tensões geopolíticas.
Por outro lado, a guerra no Oriente Médio elevou os preços de energia e as incertezas para a política econômica. Economistas afirmam que, embora o PIB do primeiro trimestre possa superar 4,5%, o desempenho depende do curso da energia e da evolução da cadeia de suprimentos. A autoridade econômica do país tende a priorizar medidas estruturais para mitigar o choque do petróleo.
Especialistas também alertam que o ritmo de crescimento exportador e o PMI podem enfrentar riscos no segundo semestre, caso as tensões internacionais se intensifiquem e afetem economias-chave, como a União Europeia. O objetivo formal permanece o reequilíbrio do crescimento com maior peso ao consumo interno, para reduzir a dependência das demandas externas.
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