- A B3 e o Ibovespa seguem com entrada líquida de recursos externos em março, apesar da aversão a risco global causada pelo conflito no Oriente Médio, mantendo o acumulado positivo no mês anterior.
- O Ibovespa cai pouco mais de 1% em março, após sete meses de valorização, refletindo o cenário externo e a rotação de portfólios que se acalmou com a alta de preços de energia.
- O Brasil atua como país com exposição relevante a commodities e petróleo, o que o coloca em posição favorável diante da aproximação do petróleo a US$ 120 o barril.
- O Banco Central já iniciou um ciclo de cortes de juros, reduzindo a Selic para 14,75% ao ano, com expectativa de mais arredondamentos no futuro, ainda sob cautela.
- Analistas destacam que a Petrobras tem repassado pouco o aumento dos preços dos combustíveis, o que pode ajudar a inflação no curto prazo, e citam possível melhoria das expectativas com a eleição de outubro.
A bolsa paulista mantém fluxo de capital externo em março, apesar da aversão a risco global estimulada pela escalada entre EUA, Israel e Irã. O Ibovespa registra queda de cerca de 1% no mês, após sete sessões positivas, com valorização acumulada de quase 42% em sete meses.
Dados da B3 mostram entrada líquida de quase R$ 7,9 bilhões no mercado de ações local até o dia 26 de março. Em fevereiro houve saldo positivo de R$ 15,4 bilhões e, em janeiro, de R$ 26,3 bilhões. Em 2025, as compras superaram as vendas em aproximadamente R$ 25,5 bilhões.
A condição brasileira de exposição a commodities e de exportador líquido de petróleo ajuda o país a manter atratividade, mesmo com o petróleo próximo de US$ 120 o barril. Analistas ressaltam que o cenário de lucros corporativos e espaço de corte de juros do BC sustentam esse viés.
O Banco Central iniciou o ciclo de redução de juros, com queda de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,75% ao ano. Ainda assim, o BC sinaliza cautela para próximos movimentos, diante do ambiente geopolítico e da commodity energética.
Petrobras tem performance positiva entre ações, com valorização expressiva em março, impulsionada pela percepção de repasse de preços condicionado. Analistas destacam defasagem entre preços internos e internacionais no diesel e na gasolina, conforme dados recentes.
Eleições
Para investidores, o cenário político brasileiro pode atuar como gatilho de reavaliação de ações no curto prazo. Agestores avaliam que alta volatilidade tende a aumentar conforme a campanha presidencial avança, com o resultado de outubro como referência de viés futuro.
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