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JHSF registra maior resultado da história com recorde em todas as verticais

JHSF encerra 2025 com recordes de receita, EBITDA e lucro; venda de incorporação elevou o caixa para R$ 2,3 bilhões e reduz a alavancagem

JHSF tem o maior resultado da história, com recorde em todas as verticais
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  • A JHSF fechou 2025 com recordes: receita bruta de R$ 3,7 bilhões, EBITDA de R$ 1,8 bilhão e lucro líquido de R$ 1,9 bilhão em todas as unidades de negócio.
  • Os negócios de renda recorrente também atingiram recordes, com receita de R$ 1,4 bilhão e EBITDA de R$ 658 milhões no conjunto.
  • O quarto trimestre foi impactado pela venda do portfólio de incorporação para um fundo imobiliário, gerando R$ 5,2 bilhões no caixa; a primeira tranche rendeu R$ 3,5 bilhões, o restante chega em dezembro.
  • A companhia reduziu a dívida líquida para caixa líquido de R$ 2,3 bilhões, com melhora no contas a receber para R$ 2,6 bilhões.
  • Para este ano, a JHSF projeta capex de R$ 350 milhões, dividendos de R$ 550 milhões, EBITDA de R$ 1 bilhão nos negócios recorrentes até o fim de 2027 e valor justo estimado entre R$ 15 bilhões e R$ 20 bilhões.

A JHSF divulgou o maior resultado da sua história em 2025, com recordes de receita e lucro em todas as unidades de negócio. A empresa fechou o ano com receita bruta de 3,7 bilhões de reais, avanço de 112% frente a 2024. O EBITDA atingiu 1,8 bilhão, alta de 145%, e o lucro líquido ficou em 1,9 bilhão, incremento de 117%.

Os negócios de renda recorrente, que incluem shoppings, hotels Fasano, restaurantes, clubes, residências, aeroporto e a gestora, totalizaram 1,4 bilhão em receita e 658 milhões em EBITDA no ano. O desempenho reforça a visão de liderança da empresa nesse segmento de alta renda.

Fluxo de caixa e mudanças estruturais

O quarto trimestre registrou a primeira conclusão da venda de todo o portfólio de incorporação para um fundo imobiliário, gerando 5,2 bilhões de reais no caixa da JHSF. A primeira tranche da operação somou 3,5 bilhões; o restante será recebido em dezembro.

A transação envolveu o FII gerido pela JHSF Capital, que comprou 496 unidades de imóveis. A empresa reteve 78 unidades para aluguel residencial, além de terrenos e projetos com VGV potenial de 30 bilhões.

Situação financeira e projeções

Com a entrada da primeira tranche, a dívida líquida caiu de 2,2 bilhões para caixa líquido de 2,3 bilhões, enquanto o contas a receber aumentou de 1,1 bilhão para 2,6 bilhões. A estrutura de capital passa a oferecer maior fôlego para investimentos.

Para 2026, a JHSF planeja capex de 350 milhões, desdobrando projetos como a obra do Shops Faria Lima e a expansão do Catarina. O Cidade Jardim também receberá ampliação de 3,5 mil metros quadrados de ABL.

Investimentos e dividendos

Entre os investimentos, destaca-se a conclusão de obras do Shops Faria Lima, com término previsto para o início de 2027. A expansão do Catarina, expansão do Cidade Jardim e novas residências para locação também estão no radar.

A empresa elevou o guidance de dividendos para distribuir 550 milhões neste ano, ante 250 milhões no exercício anterior. Na prática, a JHSF projeta maior geração de caixa para compensar os investimentos.

Perspectivas de desempenho e avaliação

A JHSF estimula que o EBITDA de seus negócios recorrentes chegue a 1 bilhão de reais até o fim de 2027, apoiado pela inauguração de novas unidades e projetos. A empresa projeta múltiplos de mercado que sugerem valores entre 15 e 20 bilhões de reais.

No momento, a companhia está avaliada em cerca de 6 bilhões de reais na bolsa, com negociação em torno de 10 vezes EBITDA. O crescimento esperado viria de shoppings, hotéis Fasano, restaurantes e residências para locação.

Shoppings e novas âncoras

No segmento de shoppings, o quarto trimestre marcou o nono trimestre consecutivo de crescimento de vendas acima de 2%. O faturamento do setor ficou em 4,7 bilhões, com alta de 13% no período.

Também foi anunciada a chegada de cinco novas marcas ao Cidade Jardim, ocupando parte dos espaços da expansão. Loro Piana fará sua primeira loja na América Latina; Chanel, Fusalp, James Perse e Alaia também abrirão unidades na região.

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