- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo fará tudo para evitar a alta do diesel, citando problemas de repasse de preços causado pela venda da BR Distribuidora no governo anterior.
- Lula associou o aumento do preço do petróleo à guerra no Irã, destacando que o país importa cerca de três a zero por cento do que consome e que o combustível afeta a inflação.
- O governo deve publicar ainda nesta semana uma medida provisória que cria um subsídio ao diesel importado de R$ 1,20 por litro.
- O subsídio terá custo total de R$ 3 bilhões em dois meses, dividido igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 por litro subsidiado para cada ente.
- A proposta visa conter a alta dos combustíveis e evitar desabastecimento, enquanto o conflito no Irã completa dois meses.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo fará tudo o que estiver ao seu alcance para conter a alta do diesel. A afirmação ocorreu em São Paulo, durante evento que comemorou o Prouni e a lei de cotas.
Lula explicou que o combustível encarece devido à guerra no Irã e aos reflexos no preço internacional do petróleo. Ele mencionou que o Brasil importa cerca de 30% do que consome e que, mesmo com queda da Petrobras, atravessadores dificultam a redução do preço na ponta.
O chefe do Executivo ressaltou a atuação de órgãos como Polícia Federal e Ministério Público na fiscalização. Ele pediu responsabilidade aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU e destacou que não é o povo brasileiro quem alimenta os conflitos.
Desconto no diesel
A equipe econômica trabalha com uma medida provisória que cria um subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado. A expectativa é publicar a MP ainda nesta semana, com ajuste para adesão de todos os estados antes da assinatura.
O subsídio tem custo estimado de R$ 3 bilhões em dois meses, dividido entre União e estados, cada um arcando com R$ 0,60 por litro subsidiado. A intenção é conter a alta do combustível e evitar desabastecimento.
Contexto internacional
Ataques entre EUA e Israel sobre o território iraniano, ocorridos no fim de fevereiro, marcam dois meses de conflito. O preço do barril já subiu cerca de 50% nesse período, e há avaliações sobre impactos ambientais e climáticos decorrentes da guerra, que envolve importantes produtores de petróleo no Oriente Médio.
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