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Mercado Livre entra em farmácias, afirma buscar parceria, não competição

Mercado Livre inicia venda de medicamentos OTC em São Paulo e afirma que quer ser parceiro das farmácias, ampliando alcance nacional conforme a regulação

MELI entra em farmácias – mas diz que quer ser parceiro, não concorrente
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  • Mercado Livre inicia operação piloto de venda de medicamentos em São Paulo, com foco em OTC (sem prescrição).
  • A operação será 1P e terá uma página dedicada dentro da plataforma, com entrega em até três horas.
  • A cobertura inicial atende aos bairros Vila Mariana, Paraíso e Itaim Bibi, com sortimento limitado a itens sem prescrição.
  • O objetivo de longo prazo, segundo o vice-presidente executivo Fernando Yunes, é transformar o Mercado Livre em marketplace para farmácias, atuando como parceiro e não concorrente.
  • A viabilidade depende de regulação; a Anvisa tem sinalizações mais abertas, e o projeto enfrenta competição de grandes redes de farmácias que oferecem entregas rápidas e atendimento farmacêutico.

O Mercado Livre lançou uma operação piloto de venda de medicamentos, começando na cidade de São Paulo. O projeto envolve venda de OTC (sem prescrição) e entrega com prazo de até três horas, inicialmente apenas para três bairros: Vila Mariana, Paraíso e Itaim Bibi. A iniciativa funciona em modo 1P, com página dedicada na plataforma.

A iniciativa chega sete meses após a aquisição de uma farmácia em São Paulo, que pertencia à startup Memed. O objetivo do MELI, segundo o vice-presidente executivo Fernando Yunes, é tornar o Mercado Livre um marketplace para farmácias, e não um concorrente do setor.

Para o executivo, o mercado brasileiro movimenta cerca de R$ 200 bilhões por ano, sendo 10% no online. A estratégia é ampliar a escala nacional das farmácias, permitindo alcance de todo o país e potencial ampliação de vendas online.

O avanço depende de regulação. Yunes aponta que a Anvisa tem mostrado sinalização mais aberta ao tema, citando a autorização para venda de medicamentos em supermercados com regras específicas, como áreas separadas e farmacêuticos em tempo integral.

Hoje, o Mercado Livre já atua na venda de medicamentos em países da região, incluindo México, Argentina, Chile e Colômbia, e observa modelos internacionais de referência para o formato de marketplace de saúde.

Para a XP, a movimentação é vista como incremental e dependente de parcerias para ganhar escala, enfrentando vantagens competitivas de redes grandes de farmácias, com entregas rápidas, atendimento farmacêutico e fidelização de clientes.

A analista Danniela Eiger compara o modelo aos serviços de plataformas que conectam farmácias sem estocar produtos, estimando que esse tipo de operação represente cerca de 1,5% das vendas do varejo farmacêutico. A XP ressalta ainda que, nos testes, os preços estavam alinhados aos praticados pelas farmácias, com frete mais agressivo, mas prazos de entrega mais longos.

As ações do Mercado Livre registraram queda ao longo dos últimos doze meses, refletindo a avaliação de mercado de que a operação ainda está em estágio inicial. A empresa possui valor de mercado próximo a US$ 86,7 bilhões.

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