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Regulamentação do FGTS como garantia de consignado sai em junho

Regulamentação que permite usar dez por cento do FGTS como garantia de crédito consignado sai em junho, com sistema em desenvolvimento pela Dataprev e Serpro

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, apresentou dados de empregos formais nesta 3ª feira (31.mar.2026)
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  • Regulamentação que permite usar o FGTS como garantia do crédito consignado fica pronta em junho, segundo o ministro Luiz Marinho.
  • Dataprev e Serpro estão desenvolvendo o sistema para conectividade entre bancos, empregadores e o crédito.
  • O Crédito do Trabalhador foi lançado em março de 2025 para reduzir juros e já acumula mais de R$ 101 bilhões em empréstimos consignados.
  • Trabalhadores com carteira assinada poderão usar até 10% do saldo do FGTS como garantia; a multa rescisória de 40% do saldo também pode ser usada em demissão sem justa causa.
  • O programa já soma 17,044 milhões de contratos firmados desde o lançamento.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a regulamentação para usar o FGTS como garantia do Crédito do Trabalhador deve ser publicada em junho. A declaração foi feita nesta terça-feira (31.mar.2026).

O Crédito do Trabalhador foi criado no governo Lula para reduzir juros para trabalhadores da iniciativa privada. O lançamento ocorreu em março de 2025, mas a implementação ainda não foi completa.

A regulamentação está ficando pronta com o apoio técnico de Dataprev e Serpro, que estão desenvolvendo o sistema de conectividade entre trabalhadores, bancos e empregadores. A expectativa é facilitar o acesso aos créditos.

O programa Crédito do Trabalhador já ultrapassou R$ 101 bilhões em consignados, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, com 17,044 milhões de contratos firmados desde 21 de março de 2025.

Pela proposta, o trabalhador com carteira assinada poderá usar até 10% do saldo do FGTS como garantia nas operações de crédito consignado. A medida busca reduzir o risco para as instituições financeiras e, consequentemente, os juros.

Além disso, a regulamentação prevê que a multa rescisória possa ser usada como garantia, equivalente a 40% do saldo do FGTS, em casos de demissão sem justa causa.

O objetivo central é ampliar o crédito disponível aos trabalhadores e tornar as parcelas mais acessíveis, mantendo mecanismos de proteção ao saldo do FGTS.

A medida, ainda em fase de regulamentação, tramita no Ministério do Trabalho e Emprego, com participação de órgãos técnicos para viabilizar a conectividade entre as partes envolvidas.

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