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Rombo de estatais federais chega a R$ 4,1 bilhões e marca pior primeiro bimestre da história

Déficit acumulado em janeiro e fevereiro já se aproxima do resultado negativo de todo o ano passado, de R$ 5,1 bilhões. Cálculo do Banco Central considera a variação da dívida.

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  • Dados do Banco Central (BC) mostram déficit de R$ 4,16 bilhões nas estatais federais no 1º bimestre de 2026, o pior desempenho para o período desde o início da série, em 2002.
  • O cálculo exclui Petrobras, Caixa Econômica Federal, BNDES e Banco do Brasil, mas inclui Correios, Infraero, Serpro e Dataprev.
  • O déficit ficou acima do recorde anterior, de R$ 1,36 bilhão em 2024, em meio à crise financeira dos Correios, que fechou dezembro com empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos.
  • O BC informou que o setor público consolidado ficou deficitário em R$ 16,4 bilhões em fevereiro de 2026; nos 12 meses, o déficit foi de R$ 52,8 bilhões.
  • A Dívida Bruta do Governo Geral avançou para 79,2% do PIB, equivalente a R$ 10,2 trilhões.

O Banco Central (BC) informou que as estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões no 1º bimestre de 2026. O resultado é o pior da série histórica iniciada em 2002 para esse período.

O cálculo exclui grandes companhias como Petrobras, Caixa Federal, BNDES e Banco do Brasil, e inclui Correios, Infraero, Serpro e Dataprev. O rombo fica atrás apenas do pior desempenho registrado para o biênio, em 2024, de -R$ 1,36 bilhão.

Nesse contexto, os Correios enfrentam crise financeira. Em dezembro, a estatal fechou empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, incluindo Caixa e BB, para financiar capital de giro e investimentos estratégicos. No fim de 2025, havia prejuízo acumulado de R$ 6 bilhões, quase triplicando o resultado de igual período do ano anterior.

O relatório do BC, chamado Estatísticas Fiscais, também aponta que o setor público consolidado — União, estados, municípios e estatais — registrou déficit de R$ 16,4 bilhões em fevereiro de 2026. Em 12 meses, o déficit consolidado chegou a R$ 52,8 bilhões.

A Dívida Bruta do Governo Geral — que reúne governo federal, INSS e governos municipais e estaduais — avançou para 79,2% do PIB, equivalente a R$ 10,2 trilhões. O indicador reforça o peso da dívida pública no cenário fiscal brasileiro.

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