- O S&P 500 deve encerrar o primeiro trimestre de dois mil e vinte e seis com perdas próximas de oito por cento, após início de ano negativo.
- Morgan Stanley recomenda sobreponderar finanças, indústria, saúde e consumo discricionário; vê tecnologia, serviços de comunicação, serviços públicos, materiais, energia e consumo básico como neutros; sugere subponderar bens de consumo básico e imobiliário.
- Balanz Capital destaca finanças e energia como opções para diversificação, citando o ETF XLF (finanças) e o ETF XLE (energia), com bancos como JPMorgan, Bank of America, Citigroup e Goldman Sachs.
- Grupo SBS aponta tecnologia ligada à inteligência artificial e grandes players como Meta, Amazon, Microsoft, Apple e Nvidia como base para o médio prazo; observa demanda por insumos como urânio, cobre e terras raras com a expansão de data centers.
- XTB Latam vê cenário favorável a consumo e finanças; ressalta impactos de política fiscal, juros e dólar, e aponta oportunidades em software/IA; alerta sobre vulnerabilidade de empresas muito expostas à IA caso haja cortes de investimentos.
O S&P 500 encerrou o primeiro trimestre de 2026 com quedas próximas de 8%, conforme ajustes de risco e cenário geopolítico. O ambiente permanece pressionado pela tensão no Irã e pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, mas a compressão de múltiplos sustenta visões mais otimistas de médio prazo entre algumas casas de análise.
Especialistas de diferentes instituiçãoess foram consultados pela Bloomberg Línea para mapear preferências setoriais em meio ao cenário volátil. As referências destacam quais setores devem se destacar ou permanecer neutros, conforme a evolução macro e de lucros corporativos.
Morgan Stanley aponta sobreposições setoriais
O Morgan Stanley recomenda superar o peso dos setores em finanças, indústria, saúde e consumo discricionário, com exposição acima da média. Tecnologia, serviços de comunicação e utilidades aparecem como neutros, alinhados ao índice. Bens de consumo básico e imobiliário recebem subponderação.
A leitura é de que setores menos sensíveis ao ciclo tendem a performar melhor diante de ciclos de juros e inflação moderados. A casa mantém visão de que outras áreas devem acompanhar o ritmo do índice, sem grandes desvios de retorno.
Balanz Capital aposta em finanças e energia
Pablo Waldman, da Balanz Capital, afirma que resiliência, caixa e avaliações atrativas guiam o cenário. Finanças e energia aparecem como oportunidades de diversificação, diante de um mercado concentrado em grandes nomes de tecnologia.
No ETF XLF, Waldman cita JPMorgan, Bank of America, Citigroup e Goldman Sachs como possibilidades de ganhos com juros mais altos. No XLE, a geopolítica do Oriente Médio sustenta o interesse por empresas com disciplina de capital e retorno de caixa.
Grupo SBS enxerga janelas de médio prazo
Juan Manuel Franco, economista-chefe do Grupo SBS, ressalta a alta volatilidade causada pelo conflito regional, afetando índices. No médio prazo, porém, ele aponta fundamentos sólidos em setores estratégicos, especialmente tecnologia ligada à IA e grandes plataformas como Meta, Amazon, Microsoft, Apple e Nvidia.
Para Franco, a expansão de data centers deve sustentar demanda por insumos como urânio, cobre e terras raras, apoiando o desempenho setorial nos próximos trimestres.
XTB Latam vê consumo, finanças e software
Ignacio Mieres, da XTB Latam, avalia que consumo e finanças devem liderar a rotação de mercado. Políticas de apoio ao poder de compra e ao emprego devem favorecer empresas de consumo, enquanto bancos podem se beneficiar de juros reais mais altos.
Mieres também aponta oportunidades em software, que ficou atrás de chips e IA, abrindo espaço para recuperação conforme a incerteza diminui. Empresas expostas ao boom da IA podem enfrentar cortes de investimento, segundo a análise.
Perspectiva de janelas de oportunidade
O dólar em trajetória estável ou de queda pode sustentar o otimismo com ouro e mineradoras. Analistas destacam que não há recuperação generalizada, mas rotação seletiva para setores beneficiados por estímulos, câmbio e avaliações moderadas na IA.
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