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Yuan deve tornar-se reserva internacional em cinco anos

Harvard e ex-economista-chefe do FMI avaliam que o yuan pode tornar-se moeda de reserva global em cinco anos, sinalizando queda do domínio do dólar e sistema monetário multipolar

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  • Kenneth Rogoff, professor de Harvard, prevê que o yuan passará a ser moeda de reserva internacional em cinco anos.
  • O dólar perderá relevância nos mercados globais, com a economia passando a um sistema monetário multipolar que tende a valorizar o euro e o yuan.
  • A transformação seria acelerada por políticas do ex-presidente Donald Trump, que estimulam a busca por alternativas ao domínio do dólar.
  • a China pode adotar uma abordagem gradual, incluindo a abertura parcial de seus mercados e a facilitação de negociações de títulos por estrangeiros.
  • Rogoff afirma que as criptomoedas não devem substituir moedas fiduciárias em regimes regulados.

Há sinais de que o dólar pode perder espaço como moeda de reserva internacional nos próximos anos. Em entrevista ao South China Morning Post, o economista Kenneth Rogoff, professor de Harvard e ex-economista-chefe do FMI, sustenta que o yuan chinês deverá ganhar relevância e alcançar status de reserva global em um prazo de cerca de cinco anos.

Segundo Rogoff, o cenário atual é marcado por endividamento elevado e divisões internas nos EUA, que elevam a aversão ao risco entre investidores internacionais e fortalecem a visão de um sistema monetário multipolar. A tendência aponta para maior protagonismo do euro e do yuan no cenário mundial.

O avanço do yuan, segundo o economista, depende de uma atuação gradual da China, que pode incluir a liberalização seletiva de mercados de capitais e a expansão de instrumentos financeiros internacionais. Ele também afirma que a China precisa fortalecer o ecossistema financeiro para facilitar transações globais.

Rogoff destaca que o objetivo chinês de ter uma moeda de reserva global não requer, necessariamente, a abertura total de seus mercados. Em sua visão, o país pode ampliar a intermediação de serviços financeiros usados em transações internacionais, mantendo controle regulatório.

Sobre criptomoedas, o professor afirma que elas não devem substituir as moedas soberanas em sistemas regulados. Em sua avaliação, governos possuem mecanismos legais suficientes para evitar a substituição em larga escala de divisas oficiais por ativos digitais.

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