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Braskem avalia proteção judicial contra credores após piora financeira

Braskem avalia pedir proteção contra credores no Brasil enquanto analisa medidas para lidar com dívida, diante de piora do caixa e risco de falência

Após perdas bilionárias, empresa avalia alternativas para enfrentar vencimentos de dívida e preservar liquidez (Fonte: Susana Gonzalez/Bloomberg)
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  • A Braskem avalia buscar proteção judicial nos tribunais brasileiros contra credores, segundo fontes próximas às negociações.
  • A piora do caixa levou a administração a considerar uma medida cautelar ou até a falência total, embora ainda não haja decisão final.
  • IG4 Capital aguarda aprovação do regulador antitruste europeu para assumir o controle da Braskem da Novonor, o que provavelmente não ocorrerá até maio.
  • A Braskem Idesa SAPI, subsidiária mexicana, negocia com credores financiamento para possível processo de falência sob o Capítulo 11 nos Estados Unidos.
  • Nos resultados do quarto trimestre, a Braskem registrou prejuízos de 10,3 bilhões de reais e informou dúvidas sobre a continuidade da empresa, com compromisso de pagar US$ 1,5 bilhão neste ano.

A Braskem está estudando buscar proteção judicial contra credores no Brasil, segundo pessoas envolvidas nas negociações que falaram à Bloomberg News. A medida cautelar seria temporária e pode incluir também a possibilidade de falência total, dependendo do andamento da avaliação interna. A decisão ainda não foi tomada.

As mesmas fontes destacam que a administração da empresa busca alternativas para lidar com a dívida, diante de piora no caixa e do impacto de questões ambientais ligadas a uma de suas minas de sal. A situação financeira vem se deteriorando nos últimos meses, elevando a pressão sobre o fluxo de caixa da empresa.

Além disso, a Braskem enfrenta uma negociação da controlada mexicana Braskem Idesa com credores para acesso a financiamento que poderia levar a um processo de falência sob o Capítulo 11 nos EUA. A empresa divulgou perdas de 10,3 bilhões de reais no quarto trimestre, o dobro do registrado no ano anterior, reforçando a incerteza sobre a continuidade operacional.

Paralelamente, a NovaOrdinária IG4 Capital aguarda aprovação do regulador antitruste europeu para assumir o controle acionário da Braskem, da Novonor SA. A expectativa é de que a transferência não ocorra até maio, segundo as fontes, o que adiciona incerteza ao cenário estratégico da companhia.

No pedido de fôlego financeiro, a Braskem informou que terá de pagar US$ 1,5 bilhão neste ano, ainda que tenha observado cerca de US$ 2,1 bilhões em caixa em dezembro. A empresa ressaltou que os resultados indicam incerteza material sobre a continuidade como empresa em funcionamento.

Mudanças no controle e impacto regulatório

A operação envolvendo IG4 Capital, o status de proteção contra credores no Brasil e o risco de procedimentos de falência no exterior compõem o principal conjunto de temas que cercam a Braskem neste momento. As discussões com credores e reguladores seguem em curso, sem confirmação de medidas específicas.

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