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Contratos de R$ 6,3 bi entre Master e Tirreno com firma reconhecida antes de BRB

Relatório do BRB aponta que contratos entre Master e Tirreno tiveram firma reconhecida dois dias antes do repasse ao BRB, e créditos eram podres

Banco Master é suspeito de irregularidades na venda de crédito consignado para milhares de aposentados e pensionistas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • Contratos de crédito entre Master e Tirreno somaram 6,3 bilhões de reais, com firma reconhecida dois dias antes do BRB receber a carteira.
  • A carteira foi repassada ao Banco de Brasília por 11,5 bilhões de reais, segundo relatório do BRB.
  • Investigações da Polícia Federal apontam que os ativos não possuíam lastro e estavam podres.
  • O relatório, feito por um grupo de trabalho do BRB, foi concluído em 19 de maio de 2025, pouco depois do anúncio da intenção do BRB de adquirir 58 por cento do Banco Master.
  • Também aponta que o BRB já havia comprado 12 bilhões de reais em carteiras de crédito podres, com operações feitas a partir de cessões rápidas entre Master, Tirreno e BRB.

Dois dias antes de ser apresentado ao BRB, contratos de operação de crédito entre Master e Tirreno tiveram firma reconhecida, segundo relatório interno do BRB. As carteiras de crédito consignado foram repassadas ao Banco de Brasília por 11,5 bilhões de reais, após serem adquiridas pelo Master por 6,3 bilhões.

Investigações da Polícia Federal indicam que os ativos não possuíam lastro, ou seja, eram podres. O parecer aponta que o BRB comprou ao todo 12 bilhões de reais em carteiras de crédito sem garantias financeiras. A operação ocorreu em meio a disputas entre as instituições envolvidas.

No dia 5 de maio, o Master entregou ao BRB uma pasta com os contratos com a Tirreno. No dia seguinte, o BRB pediu cópias registradas e marcou reunião para 9 de maio. A reunião aconteceu, porém sem a presença da Tirreno, e houve reagendamento para 13 de maio.

Desdobramentos

Em 15 de maio, o Master enviou ao BRB uma pasta com 26 contratos de cessão entre Master e Tirreno. O documento mostrou assinaturas manuais e reconhecimento de firma ocorrido apenas em 13 de maio de 2025, dois dias antes da reunião com o BRB. A velocidade de compra pelo Master e repasse ao BRB preocupa quanto à formalização documental.

A PF aponta que o conjunto de operações envolveu contratos que não tinham lastro e fontes de crédito legítimas. A suspeita é de que o Master não possuía recursos para honrar títulos emitidos para 2025 e, por isso, teria adquirido créditos da Tirreno sem pagamento, para repassar ao BRB.

Diversas reuniões entre as partes indicaram resistência do Master a esclarecer a origem dos créditos. A equipe do BRB só detectou, em visita técnica em abril de 2025, que as carteiras tinham a Tirreno como fonte, e não o banco de Vorcaro.

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