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Diesel dispara até 29% em março, aponta IBPT

Diesel dispara até 30% em março; S10 sobe 24,92% nas distribuidoras, elevando custos de transporte e alimentos, aponta IBPT

Sol de Zuasnabar Brebbia /Getty Images
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  • O diesel S10 comum apresentou alta média nacional de 24,92% nas distribuidoras entre 1 e 30 de março, conforme estudo do IBPT.
  • Região Centro-Oeste viu a gasolina subir de R$ 5,26 para R$ 6,80 nas distribuidoras e até R$ 8,52 nos postos; valores do diesel seguiram altas também em outras regiões.
  • Sudeste, Sul, Nordeste e Norte registraram aumentos no diesel, com variações entre distribuidoras e postos, chegando a até aproximadamente R$ 8,25 em alguns locais.
  • O diesel S10 aditivado subiu 23,01%, o S500 comum 23,21% e o S10 aditivado 20,98%; no fim de março, margens de preço variaram conforme região.
  • A gasolina também aumentou: comum 8,76% na média, aditivada 7,95%; já o etanol teve variação estável, em torno de 1,10% no país.

O diesel S10 comum apresentou a maior alta entre os combustíveis em março. O estudo do IBPT, obtido pela Forbes, mostra aumento de até quase 30% no Brasil em um mês. Foram analisadas 348 mil notas de distribuidoras e 137 mil de consumidores.

O diesel S10 subiu 24,92% na média nacional entre 1º e 30 de março. No Centro-Oeste, o preço das distribuidoras passou de 5,26 para 6,80 reais, com postos chegando a 8,52 reais em alguns momentos.

Nas outras regiões, houve elevação também expressiva. Sudeste recebeu alta de 5,45 para 6,65 reais nas distribuidoras, com postos até 8,14 reais. Sul registrou 5,42 para 6,68 reais e postos perto de 8,11 reais.

Nordeste viu o diesel subir de 5,34 para 6,88 reais nas distribuidoras, com postos alcançando 7,88 reais. Norte apresentou alta de 5,62 para 6,82 reais, com varejo chegando a 8,25 reais.

O presidente do IBPT, Gilberto Amaral, aponta que a volatilidade é preocupante. Ele afirma que a inflação do diesel chegou a quase 30% no agronegócio, impactando custos logísticos e preços de itens dependentes de transporte.

Outras versões do diesel também tiveram altas. O S10 aditivado subiu 23,01%, o S500 comum 23,21% e o aditivado 20,98%. No fim de março, o S10 aditivado chegou a 8,15 reais nos postos do Nordeste.

O diesel S500 comum atingiu 7,04 reais nas distribuidoras e 8,33 reais nos postos no Nordeste, após variações acima de 30%. No fim do mês, o quadro de preços permaneceu volátil em várias regiões.

A gasolina também avançou ao longo de março. A comum subiu, em média, 8,76%, com Nordeste registrando até 13,77% de alta. A aditivada variou 7,95% no período.

Etanol mostrou maior estabilidade. As variações médias ficaram em 1,10% para as duas versões, com leves movimentos regionais e queda no atacado do Centro-Oeste. No fim de março, os preços estavam entre 3,75 e 5,49 reais conforme a região.

O relatório aponta que a isenção de PIS e Cofins não provocou o efeito esperado. O IBPT descreve a medida como anulada pela dinâmica de mercado, diante do reajuste da Petrobras e da volatilidade das distribuidoras.

Executando a prática, o repasse líquido de combustível no atacado elevou o preço do diesel em 1,25 real por litro. O transporte rodoviário, que concentra a maior movimentação de cargas, pressiona o preço ao consumidor, inclusive de alimentos.

Em março, a variação média de todos os combustíveis ficou em 9,81%, segundo o IBPT, reforçando o quadro de alta generalizada e de pressão inflacionária sobre itens de consumo.

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