- A Petrobras informou reajuste de 55% no querosene de aviação (QAV), ampliando a pressão sobre passagens em meio ao choque de petróleo provocado pelo conflito no Oriente Médio.
- Distribuidoras que atendem a aviação terão um reajuste efetivo de 18% no QAV em abril; o restante poderá ser repassado aos preços das passagens nos próximos meses.
- A Petrobras criou um mecanismo para reduzir os impactos: o reajuste pode ser parcelado em até seis vezes, com início dos pagamentos a partir de julho.
- A ABear alerta que, somados os aumentos de 9,4% em março e quase 55% em abril, o QAV passa a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, afetando conectividade e oferta de rotas.
- Analistas destacam que o repasse aos consumidores tende a ser velocidade maior se a demanda seguir aquecida, com possível encarecimento de voos para destinos menos lucrativos.
O reajuste do QAV pela Petrobras de 55% reduz o custo do querosene, mas aumenta a pressão sobre o preço das passagens. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira e ocorre em meio a um cenário de demanda aquecida. O efeito é esperado nos meses seguintes.
Especialistas ouvidos pela CNN Money indicam que o repasse é quase imediato. Companhias aéreas não teriam margem para absorver o aumento, transferindo o custo para o consumidor. A tendência é de tarifas mais altas em voos domésticos e internacionais.
O que muda para o consumidor
O peso do QAV representa parte relevante dos custos operacionais. A Abear aponta que, juntas, as altas de março e abril elevam o QAV a cerca de 45% dos custos das empresas aéreas, o que tende a pressionar tarifas.
Mecanismo de amortecimento
A Petrobras anunciou ainda um mecanismo para reduzir impactos às aéreas: o pagamento do QAV pode ser parcelado em seis vezes, começando em julho. Distribuidoras de aviação, por sua vez, terão reajuste efetivo de 18% em abril.
Reação do mercado e operadoras
A Abear alerta que o ajuste pode reduzir a oferta de rotas menos lucrativas, impactando conectividade. Grupos controlladores, como Grupo Abra, disseram que divulgarão posição oficial após avaliação das medidas.
Panorama de curto prazo
A inflação de março já apontou alta de preços ligada ao setor, com o IPCA-15 registrando avanço de 5,94% e impacto direto nas tarifas. Economistas destacam demanda aquecida como fator adicional de pressão.
Perspectivas para as próximas semanas
A dinâmica dependerá da adesão das distribuidoras ao novo mecanismo e da manutenção da demanda. Analistas destacam que, se a demanda permanecer firme, o repasse pode ocorrer de forma gradual ao longo dos meses.
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