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Maior sonegador de impostos do Brasil tem fazenda de Bitcoin nos EUA

Investigação associa Ricardo Magro à sonegação fiscal e à fazenda de mineração de Bitcoin em Oklahoma, com apuração de autoridades brasileiras

Ricardo Magro é apontado como maior sonegador do Brasil pela imprensa (Foto: Michelle Cadari/Divulgação)
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  • Ricardo Magro, apontado pela imprensa como o maior sonegador de impostos do Brasil, foi identificado como dono de uma fazenda de mineração de Bitcoin nos Estados Unidos.
  • A operação fica em McAllester, no estado de Oklahoma, com produção estimada em US$ 600 mil por mês e lucro de cerca de 30% desse total.
  • A empresa registrada é Minefficiency, criada em Delawre em 2021; o endereço declarado nos EUA não corresponde a um local existente.
  • Documentos oficiais do Texas indicam que a Minefficiency é controlada pela J. Global Energy Holdings Inc., empresa ligada a Magro.
  • A Receita Federal monitora Magro, que já teve o título de “maior sonegador do Brasil” divulgado pela imprensa; a revista aponta que as propriedades no exterior seriam resultado de sonegação, enquanto Magro nega irregularidades.

O empresário Ricardo Andrade Magro, apontado pela imprensa como o maior sonegador de impostos do Brasil, foi identificado pela revista Piauí como dono de uma fazenda de mineração de Bitcoin nos Estados Unidos, em McAllester, Oklahoma. A operação envolve a empresa Minefficiency, registrada em Delaware em 2021.

A empresa aponta no site um endereço em São Francisco, Califórnia, mas a reportagem verificou que esse endereço não existe. A Minefficiency seria controlada pela J. Global Energy Holdings Inc., conforme documentos oficiais do Texas.

Especialistas ouvidos pela Piauí estimam que a produção da fazenda pode gerar cerca de US$ 600 mil por mês, com margem de lucro de aproximadamente 30%. A reportagem levanta ainda dúvidas sobre a natureza dos ativos vinculados a Magro no exterior.

A Receita Federal acompanha o caso, mas segundo a Piauí o órgão ainda não confirma a posse da fazenda de mineração pelo empresário. Pesquisas apontam que parte do patrimônio pode ter origem em atividades tributárias no Brasil.

Segundo a reportagem, o grupo de Magro controla a refinaria Refit e uma rede de empresas no Brasil e no exterior, com débitos tributários significativos. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional mencionou um histórico de investigações envolvendo fraudes no setor de petróleo.

Magro nega irregularidades, afirma que débitos estão em disputa judicial e sustenta que operações seguem normas legais. O empresário também afirma que suas estruturas societárias são declaradas nos países onde atua.

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