- A Páscoa deve movimentar R$ 3,82 bilhões em 2026, com expectativa de crescimento de 4,5%, mas segue sob pressão inflacionária nos itens tradicionais.
- Produtos típicos registram altas de até cerca de 160% no período, com ovos de Páscoa aumentando conforme a faixa: linha básica acima de R$ 53 (alta de 140,1%), linha especial a R$ 145 (subida de 123,1%) e premium a R$ 310 (elevação de 138,5%).
- As principais marcas de ovos em 2026 são Cacau Show, Nestlé e Lacta, enquanto opções premium de nicho perdem relevância relativa; volume de ovos passou de 45 milhões em 2025 para 46 milhões em 2026.
- O bacalhau acompanha a escalada: versão básica passa de R$ 100, intermediário chega a R$ 200 e a de maior valor a R$ 320, com altas de 163,2%, 135,3% e 93,9%, respectivamente.
- Fatores como custos de produção, logística e câmbio ajudam a sustentar os preços; ainda assim, a cesta de Páscoa acumula queda de preços em 12 meses até janeiro de 2026, em comparação com o ano anterior.
A Páscoa tende a ficar mais cara neste ano. O levantamento aponta alta de até 160% em itens tradicionais como ovos de chocolate e bacalhau, pressionando o bolso do consumidor. A data é celebrada neste domingo, 5 de abril, e deve movimentar R$ 3,82 bilhões no país.
O estudo do IBEVAR-FIA Business School revela que a inflação acompanhou de perto a alta de insumos, com IPCA acumulado de 39,3% entre 2021 e 2026. O choque de custos impacta desde matérias-primas até embalagens e logística.
Entre os ovos, a linha básica chega a R$ 53, alta de 140,1%. A linha especial fica em R$ 145 (+123,1%) e a premium atinge R$ 310 (+138,5%). Com isso, consumidores migraram para opções com melhor custo-benefício.
A liderança de mercado em 2026 fica com Cacau Show, seguida de Nestlé e Lacta, conforme Abicap. O volume de ovos subiu de 45 milhões para 46 milhões entre 2025 e 2026, mantendo a demanda firme apesar dos preços elevados.
Do cacau ao bacalhau, o cenário mostra continuidade da alta, mesmo com quedas pontuais nas cotações do chocolate. Custos logísticos, embalagens e uma defasagem no repasse de custos ajudam a explicar a sequência de elevações.
No bacalhau não há folga: a linha básica ultrapassa R$ 100 em 2026, com alta de 163,2%. Intermediário fica em torno de R$ 200 e premium em R$ 320, elevando o desafio de manter a tradição acessível.
A alta de açúcar, essencial para chocolates e confeitos, também contribuiu para o reajuste. Entre 2021 e 2025, o açúcar refinado subiu 57,51% e o cristal 34%, segundo a análise.
Apesar da pressão, há sinais de alívio. Nos 12 meses até janeiro de 2026, a cesta de Páscoa subiu 2,51%, abaixo do IPCA de 4,44%, indicando desaceleração inflacionária gradual. A tendência, porém, varia por item e depende de fatores globais e de custo de produção.
Segundo especialistas, o ambiente é menos tenso que no ano passado, mas itens mais caros como bacalhau, atum e chocolates mantêm alta regular. A aposta de mercado é pela melhoria gradual da oferta e ajuste de preços ao consumidor.
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