- A Petrobras estuda levar o Brasil à autossuficiência na produção de diesel até 2031, em cinco anos.
- O plano atual mira chegar a 100% da demanda interna de diesel, revisando a meta anterior de 80%.
- Expansões previstas: refinaria Abreu e Lima (Rnest) pode chegar a 300 mil barris/dia; Reduc, no Rio, pode subir para cerca de 350 mil barris/dia com o Boaventura.
- Quatro refinarias em São Paulo passam por mudanças para reduzir óleo combustível e priorizar diesel.
- No cenário externo, o preço do diesel S-10 subiu cerca de 23% desde o início da guerra no Irã; reajuste de R$ 0,38 pela Petrobras ocorreu em 14 de abril, com medidas públicas de frear a alta.
A Petrobras avalia tornar o país autossuficiente em diesel até 2031. A afirmação foi feita pela presidente Magda Chambriard nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026, em São Paulo, durante evento promovido pela CNN Brasil. O anúncio sinaliza estudo de um novo plano de negócios.
Ela explicou que o objetivo anterior era alcançar 80% da demanda, com incremento de cerca de 300 mil barris por dia. Chambriard afirmou que a estatal pode chegar a 100% em cinco anos, com um novo plano de negócios em discussão a partir de maio.
A ideia envolve ações já em curso nas refinarias. A Rnest, em Ipojuca, pode chegar a 300 mil barris/dia mediante ampliações, com expectativa de 230 mil inicialmente. Já a Reduc, no Rio, ligada ao Complexo Boaventura, deve subir de 240 mil para cerca de 350 mil.
A presidente citou ajustes em refinarias de SP para reduzir óleo combustível e priorizar diesel. Segundo ela, diesel é o combustível central para o desenvolvimento nacional, com petróleo diesel e gasolina apresentando as maiores entregas da Petrobras.
Refinarias e produção
O foco é elevar a produção de diesel pela Petrobras em todas as unidades, buscando alta disponibilidade para o mercado interno. As mudanças visam atender demanda com maior autonomia pesada pela estatal.
Preços e cenário internacional
Desde o início da crise no Irã, o diesel S10 subiu around 23% no Brasil até 22 de março, segundo a ANP. Em 14 de março houve reajuste interno de 0,38 reais pela Petrobras, acompanhando o ambiente de alta global.
O governo adotou medidas para conter a alta, zerando PIS/Cofins e oferecendo subvenções a produtores e importadores. Também há discussões para subsídio de 1,20 real por litro junto a estados.
Nesta mesma quarta-feira, o querosene de aviação QAV registrou aumento de 55%, impactando cerca de 30% do custo das companhias áreas. O contexto geopolítico envolve o Estreito de Ormuz, rota crucial para 20% da produção mundial de petróleo.
O barril Brent operava acima de 101 dólares, perto de 520 reais, em relação aos níveis de pouco tempo atrás. A guerra no Oriente Médio amplia a volatilidade de preços e efeitos sobre combustíveis no Brasil.
Este texto foi originalmente publicado pela Agência Brasil em 1º de abril de 2026 e adaptado para o padrão do Poder360. Fonte credita informações oficiais e dados da ANP sem links.
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