- A Petrobras anunciará que o pagamento do querosene de aviação pode ser parcelado em até seis vezes, com a primeira parcela a partir de julho de 2026.
- A medida visa diluir o efeito do reajuste de até 56,25% no preço do QAV.
- Distribuidoras que atendem a aviação comercial pagarão reajuste de 18% em abril, menor que o aumento médio de 54,8% no mês.
- A diferença entre o reajuste e o parcelamento poderá ser rateada entre as distribuidoras, para preservar a demanda e a operação do setor.
- O contexto inclui o conflito no Oriente Médio, que elevou o preço do petróleo Brent para superior a cem dólares o barril.
A Petrobras anunciou que permitirá o pagamento parcelado do querosene de aviação (QAV) em até seis parcelas. A medida entra em vigor a partir de 1º de abril de 2026 e tem o objetivo de diluir o impacto de ganhos de preços no custo operacional das companhias aéreas e, por consequência, no bolso dos passageiros.
A estatal confirmou reajuste de até 56,25% no preço do QAV. O aumento afeta diretamente as contas das empresas que atuam na aviação comercial e tende a pressionar as tarifas para o transporte de passageiros.
A Petrobras disponibilizará junto às distribuidoras um termo de adesão com validade a partir de hoje, para facilitar o pagamento parcelado. A diferença entre o reajuste e o que foi ofertado poderá ser quitada em até seis parcelas, com a primeira parcela prevista para julho de 2026.
Medidas de pagamento e impactos
Empresas que atendem à aviação poderão pagar 18% de reajuste em abril no preço do QAV, valor menor que o aumento contratado, próximo de 54,8%. O diferencial poderá ser financiado pelos clientes da Petrobras em parcelas mensais.
A iniciativa visa manter a demanda pelo combustível e reduzir impactos do reajuste no setor aéreo, preservando o funcionamento regular do mercado de aviação no país. A estatal aponta neutralidade financeira ao restringir a passagem da volatilidade de curto prazo.
A bandeira de adesão pode abranger ainda maio e junho, com parâmetros a serem calibrados. A Petrobras reforça que a medida busca equilíbrio entre responsabilidade fiscal e continuidade do abastecimento para as companhias.
Contexto internacional e efeitos no mercado
A medida coincide com o período de conflito no Oriente Médio, que elevou temporariamente o preço de referência do petróleo Brent, já acima de US$ 100 o barril. A volatilidade externa é apontada como um dos fatores que elevam custos de combustíveis no Brasil.
O movimento ocorre em meio a tensões que afetam o tráfego de petróleo pelo estreito de Ormuz, influenciando o escoamento global de petróleo. O reajuste do QAV é monitorado como parte de estratégias de gestão de preços da Petrobras.
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