- Petrobras permitirá que distribuidoras que atendem a aviação comercial paguem 18% de reajuste no QAV em abril, abaixo de 54,8% previsto em contrato.
- a diferença poderá ser parcelada em seis vezes, com a primeira parcela prevista para julho de 2026.
- a medida busca preservar a demanda pelo produto e mitigar os efeitos do reajuste sobre o setor de aviação brasileiro.
- o aumento acompanha a elevação dos preços do petróleo Brent em março, intensificado por tensões no Oriente Médio.
- a Abear afirmou que o reajuste pode impactar abertura de novas rotas e a conectividade do país.
A Petrobras informou que permitirá que distribuidoras que atendem à aviação comercial paguem um aumento de apenas 18% no preço do querosene de aviação (QAV) em abril, abaixo do reajuste de 54,8% previsto em contrato. A diferença poderá ser parcelada em seis vezes pelos clientes, com a primeira parcela prevista para julho de 2026.
A medida visa preservar a demanda pelo QAV e mitigar os efeitos do reajuste sobre o setor de aviação brasileiro, segundo a estatal. A empresa afirmou que o instrumento contribui para a saúde financeira dos clientes, mantendo a neutralidade financeira da Petrobras diante da elevação das cotações internacionais dos derivados de petróleo.
O avanço de preços acompanha a alta do petróleo Brent em março, em meio a tensões no Oriente Médio. Os reajustes do QAV ocorrem no início de cada mês, baseados em indicadores de petróleo e na cotação do dólar, conforme contratos vigentes.
Medida para o setor de aviação
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que o reajuste pode representar consequências severas para a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, afetando a conectividade do país. A entidade citou impactos na democratização do transporte aéreo.
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