- MB aponta que o Bitcoin pode alcançar a faixa de US$ 84 mil ainda neste trimestre, caso a guerra no Oriente Médio arrefeça.
- Em cenário mais desafiador, com a guerra se prolongando, o Bitcoin poderia cair para US$ 50 mil, com recuperação ao longo do ano.
- O ativo teve desempenho superior a ouro e ao S&P 500 nos primeiros dias de conflito, subindo cerca de 6%.
- Detentores de longo prazo acumularam 192 mil BTC desde 13 de fevereiro; ETFs registraram entradas de US$ 2,5 bilhões entre 24 de fevereiro e 24 de março.
- Tesourarias de Bitcoin, como Strategy e Metaplanet, compraram 86,6 mil BTC no primeiro trimestre, ante produção de 40,5 mil BTC pela mineração, apontando aumento da demanda.
O Bitcoin (BTC) pode subir ainda neste trimestre, segundo um relatório do MB | Mercado Bitcoin divulgado nesta semana. A análise aponta que, em cenário otimista, o BTC pode testar a faixa de US$ 84 mil, caso a guerra no Oriente Médio passe a perder força. Em cenário mais desfavorável, o preço poderia recuar para cerca de US$ 50 mil, com recuperação prevista ao longo do ano.
Segundo a plataforma, o Bitcoin tem ganhado espaço no atual cenário geopolítico. Enquanto ativos tradicionais caem nos primeiros 20 dias de conflito, ouro caiu 12,9% e o S&P 500 recuou 4,4%; a criptomoeda avançou 6% no período.
Fatores internos do mercado
O relatório aponta três pilares que fortalecem a posição do BTC. Primeiro, detentores de longo prazo acumularam 192 mil BTC desde 13 de fevereiro. Segundo, ETFs de Bitcoin voltaram a registrar entradas expressivas, com US$ 2,5 bilhões entre 24 de fevereiro e 24 de março. Terceiro, tesourarias de Bitcoin, como Strategy e Metaplanet, compraram BTC em ritmo superior à sua geração.
No primeiro trimestre, a mineração gerou 40,5 mil BTC, enquanto as tesourarias somaram 86,6 mil BTC. O MB comenta que o conjunto de elementos reduz a dependência de quedas profundas, promovendo correções mais rápidas.
Cenários e perspectivas
A leitura indica que o colchão de demanda tornou-se mais robusto, com fluxo de compra de longo prazo, ETFs atuando novamente e empresas absorvendo mais oferta. Isso não impede quedas, mas tende a reduzir a intensidade das desvalorizações e favorecer recortes de menor duração com recuperação mais ágil.
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