- Especialista em Direito Internacional, Priscila Caneparo, afirma que a maior preocupação de Trump é o mercado interno e a guerra comercial com a China.
- Declarações de Trump sobre o Oriente Médio contribuíram para queda ou alta nos preços do petróleo, segundo a análise.
- Caneparo diz que Trump não se sente vinculado às normas internacionais e vê os EUA como epicentro econômico; pressão externa só funcionaria se a China pressionar os EUA economicamente.
- A especialista aponta que a Europa não deve influenciar decisões, mas destaca a possibilidade de o Irã explorar cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz como forma de recuperar infraestrutura destruída.
- Caso o Irã imponha cobranças, poderia haver impacto adicional na recuperação econômica global no pós-guerra, mesmo com o foco de Trump nas questões domésticas e na disputa comercial com a China.
Priscila Caneparo, especialista em Direito Internacional, analisou as declarações de Donald Trump sobre a guerra no Oriente Médio e o efeito no preço do petróleo. Em entrevista ao CNN 360° na quinta-feira (2), ela destacou o foco de Trump na economia interna.
A pesquisadora afirma que o presidente não se sente compelido por normas internacionais e vê os EUA como centro econômico global. Segundo Caneparo, mudanças nesse posicionamento ocorreriam apenas se a China pressionasse mais, afetando interesses econômicos americanos.
Para Caneparo, a prioridade de Trump é a economia interna e a relação com a China. Ela comenta que a Europa não deve influenciar as decisões do governo dos EUA, mas aponta um possível efeito indireto sobre o Irã.
A especialista explica que, se os EUA pressionarem pela estabilização da produção e do petróleo, o Irã pode abrir a prática de cobrar pedágios no Estreito de Ormuz para navios que passam pela rota. Tal medida poderia impactar a recuperação econômica global no pós-guerra.
Caneparo cita que o Irã enxergou oportunidade de cobrança de pedágios e pode justificar a medida pela necessidade de reconstrução de infraestrutura destruída. A influência dessas ações sobre a economia mundial dependeria da resposta de mercados e parceiros.
A entrevistada ressalta que, apesar das preocupações globais com a economia, Trump não deve ceder à pressão externa e manter o foco nas disputas comerciais com a China e no mercado interno.
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