- Relatório da Casa Branca, divulgado em 1º de abr. de 2026, afirma que o Pix pode prejudicar empresas norte-americanas de pagamento no Brasil, como Visa e Mastercard.
- O documento sustenta que o Banco Central criou e regula o Pix e que há temor de tratamento preferencial ao sistema, com uso obrigatório para instituições com mais de 500 mil contas.
- O texto relembra críticas anteriores dos EUA, em 2025, sobre supostas práticas desleais ao favorecer serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo Estado brasileiro.
- O relatório aponta outras preocupações comerciais no Brasil, como mineração ilegal de ouro, extração ilegal de madeira (ipê e mogno) e riscos de multas de até 20% do faturamento global em mercados digitais.
- Também menciona a ausência de proibição à importação de produtos feitos com trabalho forçado, além de atrasos na regulamentação da LGPD e de regras para empresas estrangeiras no setor de satélites.
O governo dos Estados Unidos afirmou, em relatório divulgado pela Casa Branca na quarta-feira, 1º de abril de 2026, que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro Pix pode reduzir o espaço de atuação de empresas de cartão de crédito norte-americanas, como Visa e Mastercard, no Brasil. O documento atribui essa teoria ao papel regulador do Banco Central do Brasil.
Segundo o relatório, o BC criou e regula o Pix, o que, para os americanos, pode favorecer o sistema em detrimento dos fornecedores estrangeiros. O texto também sustenta que o Pix é obrigatório para instituições com mais de 500 mil contas no país.
Não é a primeira crítica desse tipo mencionada pelo governo dos EUA. Em 2025, autoridades norte-americanas já havia sinalizado preocupações sobre práticas consideradas desleais ao favorecer serviços de pagamento eletrônico de origem estatal no Brasil.
Além do Pix, o relatório aponta outras frentes de preocupação comercial envolvendo o Brasil. Entre elas, o destaque fica para a mineração ilegal de ouro e a extração ilegal de madeira, com menção a índices de produção possivelmente elevados na Amazônia. O texto cita espécies de alto valor como ipê e mogno como fortemente afetadas.
O documento também aborda questões regulatórias, incluindo uma crítica à ausência de proibição de importação de produtos produzidos com trabalho forçado. Aponta ainda riscos no desenho de mercados digitais brasileiros, com advertência sobre multas que podem chegar a 20% do faturamento global de empresas punidas.
Outro tema citado é o atraso na regulamentação da LGPD, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, além de apontar regras mais rígidas para empresas estrangeiras atuando no setor de satélites no Brasil. O relatório mantém o tom de alerta sobre impactos regulatórios e comerciais.
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