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Governo enfrentaria concessões do DF para resgatar Banco de Brasília, diz fonte

Resgate do BRB dependeria de concessões do DF diante risco sistêmico, com revisão de regras do fundo que repassa recursos federais ao DF

BRB tenta cobrir um rombo deixado em seu balanço por transações que fez com o Banco Master, que colapsou em novembro (Foto: Victor Moriyama/Bloomberg)
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  • O resgate do BRB não é cenário-base do governo federal e ocorreria apenas se houver risco sistêmico e o Distrito Federal aceitasse contrapartidas, como alterar regras do fundo constitucional.
  • O governo pode exigir concessões do DF para liberar apoio, incluindo ajustes no uso de recursos do fundo que transfere recursos federais ao Distrito Federal, estimulado em cerca de R$ 30 bilhões neste ano.
  • O BRB pretende realizar aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões, com possibilidade de empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) de R$ 4 bilhões e uso de um fundo imobiliário com imóveis do DF.
  • A instituição avalia vender parte de empresas do conglomerado e carteiras obtidas do Master; estima perdas de cerca de R$ 2,6 bilhões em ativos herdados.
  • O Ministério da Fazenda pediu que bancos públicos não resgatem o BRB diretamente e avaliem compras de carteiras pelas mesmas regras de instituições privadas.

O governo federal não vê resgate como cenário-base para o Banco de Brasília (BRB). A medida só seria cogitada se houver risco sistêmico e se o Distrito Federal aceitar contrapartidas, segundo informações apuradas pela Bloomberg News.

Fontes próximas às negociações dizem que o resgate ocorreria apenas diante de um problema que afete o sistema financeiro, e não por questões pontuais. O BRB, controlado pelo DF, dependeria de condições ligadas a demandas do governo local.

A ideia é que, em caso de intervenção, o DF comprometeria regras sobre o fundo constitucional que transfere recursos federais ao território, com previsão de cerca de 30 bilhões de reais neste ano. Essa condição seria parte de um eventual pacote de ajuda.

Panorama do BRB e razões da dificuldade

O BRB tenta sanar um rombo no balanço gerado por ativos comprados do Banco Master, que quebrou em novembro. A instituição busca aumento de capital para conter perdas.

A capitalização prevista é de até 8,8 bilhões de reais, com expectativa de concluir até 30 de maio. Parte do plano envolve aporte do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e um fundo imobiliário com imóveis do DF.

Ao mesmo tempo, o banco negocia a venda de partes de empresas do conglomerado e de carteiras herdadas do Master. O Ministério da Fazenda orientou bancos federais a não resgatar o BRB.

Reações e impactos políticos

O governo federal considera o resgate potencialmente custoso politicamente, pois evitaria culpa de ações anteriores, mas traria desgaste público caso haja ajuda ao BRB. A narrativa oficial aponta responsabilidades ao governo anterior.

Lula já associou o problema ao Master e ao governo de Bolsonaro, destacando que a operação ocorreu sob gestão anterior. Bolsonaro, Campos Neto e o Master não estão sob acusação direta no momento.

O BRB estima perdas em suas carteiras adquiridas do Master, ainda sob avaliação de qualidade. As autoridades ressaltam que a situação envolve complexidade financeira e riscos institucionais dependentes do desfecho das negociações.

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