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Guerra comercial de Trump completa um ano

Um ano após o Liberation Day, tarifas de Trump permanecem em 10% para o Brasil, após elevações em aço, alumínio e produtos agrícolas

Após idas e vindas, política tarifária dos EUA volta a patamar inicial de 10%
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  • O “Liberation Day” completou um ano em 2 de abril de 2026, data em que as tarifas de importação criadas por Donald Trump começaram a valer, em 5 de abril de 2025.
  • A medida inicial estabeleceu tarifas recapituladas de 10% para 125 países, incluindo o Brasil, atingindo 185 nações e territórios.
  • No Brasil, havia tarifa de 10% e uma adicional de 25% sobre aço e alumínio desde 12 de março de 2025.
  • Em 3 de junho de 2025, Trump assinou decreto para subir as tarifas de aço e alumínio de 25% para 50%, entrando em vigor no dia seguinte; em 9 de julho de 2025, foi anunciada tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.
  • Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos julgou ilegais as tarifas globais, permitindo nova tarifa global de 10% a partir de 24 de fevereiro de 2026; posteriormente, há intenção de elevar para 15%.

O Liberaton Day, data em que os Estados Unidos passaram a aplicar tarifas sobre importações, completou um ano nesta quinta-feira. A medida, anunciada por Donald Trump, teve como objetivo reorganizar a política comercial norte-americana e impactou a economia global.

Em 2 de abril de 2025, Trump anunciou tarifas recíprocas com base inicial de 10% para 125 países, incluindo o Brasil. Ao todo, 185 nações foram afetadas, segundo o governo norte-americano, que justificou a ação pela redução do déficit comercial.

As tarifas entraram em vigor em 5 de abril de 2025. O governo americano afirmou que a medida buscava independência econômica e condições mais justas no comércio. O Brasil ficou classificado com tarifa mínima de 10%, e aço e alumínio de 25%.

Desdobramentos

Em 3 de junho de 2025, Trump assinou decreto para dobrar as tarifas de aço e alumínio de 25% para 50%, com o Brasil entre os atingidos. A medida teve embasamento na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que autoriza ajustes por risco à segurança nacional.

A tarifa de 50% passou a valer em 4 de junho de 2025. Fornecedores brasileiros e o Brasil, maior comprador de aço americano, foram impactados. Em 9 de julho de 2025, a Casa Branca anunciou nova tarifa de 50% sobre produtos do país, citando tratamento dado ao ex-presidente Bolsonaro.

Em 1º de agosto de 2025, as tarifas de 50% passaram a vigorar. Em outubro, ocorreu encontro entre Trump e Lula da Silva, em Kuala Lumpur, para discutir a relação comercial. Em 15 de novembro, Washington reduziu tarifas sobre carne, café, tomate e banana, mantendo 40% em alguns itens.

Em 20 de novembro de 2025, a administração revogou a tarifa de 40% sobre vários produtos agrícolas brasileiros, marcando a última mudança do ano. Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos EUA declarou ilegais as tarifas globais originais, abrindo caminho para nova taxa de 10%.

A nova tarifa global de 10% entrou em vigor em 24 de fevereiro de 2026, com prazo inicial de 150 dias sob a Seção 122 da Lei de Comércio de 1974. Trump sinalizou a proposta de elevar a taxa para 15%, ainda não implementada, deixando o cenário de 10% para o momento.

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