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Juros do rotativo do cartão sobem e ultrapassam 435% ao ano

Juros do rotativo do cartão sobem para 435,4% ao ano, maior desde 2017, refletindo inflação alta e pressionando o endividamento de famílias

Reprodução canal do Youtube Jornal da Record
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  • O Banco Central informou que a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito subiu para 435,4% ao ano na última semana, maior patamar desde 2017.
  • A alta reflete o cenário econômico atual, com inflação elevada e juros altos, e ocorreu após um período de estabilidade.
  • Especialistas dizem que esse aumento aumenta o custo do crédito rotativo para o consumidor e pode elevar a inadimplência.
  • O impacto também dificulta o acesso ao crédito em geral para pessoas e empresas.
  • Recomenda-se planejar o orçamento, evitar o uso excessivo do rotativo e buscar opções de pagamento ou crédito com juros mais baixos.

O Banco Central informou que a taxa de juros do rotativo do cartão de crédito voltou a subir, alcançando 435,4% ao ano na última semana. O patamar, o mais alto desde 2017, reflete o cenário econômico atual de inflação elevada e juros elevados.

Segundo o BC, o aumento representa 0,4 ponto percentual em relação à semana anterior. A leitura aponta para a continuidade da pressão sobre o crédito e a saúde financeira das famílias. A alta ocorre após um período de estabilidade.

Especialistas apontam que o efeito direto é maior custo para o consumidor que utiliza o crédito rotativo ao não quitar integralmente a fatura. O rotativo, entre as opções disponíveis, costuma apresentar as tarifas mais altas do mercado.

O efeito da elevação impacta a inadimplência e o acesso ao crédito para consumidores e empresas. A tendência é de juros elevados no curto prazo, com o BC esperando manter a política de aperto monetário para conter a inflação.

O BC destacou que a alta no rotativo acompanha a inflação elevada e a necessidade de controle macroeconômico. A instituição sinaliza que pode manter a Selic em patamares altos nos próximos meses para conter medidas inflacionárias.

Especialistas recomendam que usuários evitem o uso desnecessário do crédito rotativo e busquem alternativas, como parcelamento da fatura ou linhas de crédito com juros menores. A cautela é considerada crucial para reduzir endividamento.

O cenário atual exige planejamento financeiro. O BC reforça a importância de orçamento familiar bem definido para evitar gastos com crédito de custo elevado.

Para quem precisa recorrer ao crédito, a orientação é pesquisar condições de mercado e comparar ofertas, reduzindo o uso do rotativo, que tende a representar custo elevado.

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