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Ministério pede investigação sobre preço do gás e critica uso da guerra no Irã

Ministério solicita avaliação de abusos em leilões de GLP após ágio superior a cem por cento, cobrando proteção ao consumidor frente pressões externas

Alexandre Silveira disse que conflito no Irã não pode servir de justificativa para abusos
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  • O Ministério de Minas e Energia pediu à Senacon avaliação de possíveis abusos na comercialização de GLP, o gás de cozinha, no Brasil, via ofício nessa quinta-feira.
  • A medida acompanha leilões de GLP da Petrobras com ágio acima de cem por cento em relação aos preços usuais de contratos.
  • A Petrobras teria comercializado cerca de setenta mil toneladas de GLP a valores superiores aos da tabela oficial da empresa.
  • O ministro Alexandre Silveira afirmou que instabilidades internacionais não podem justificar abusos que prejudiquem o consumidor, especialmente em produto essencial como o gás.
  • O governo tem intensificado o monitoramento da cadeia de combustíveis para aumentar a transparência de preços e evitar práticas abusivas, com nova medida provisória que define infrações administrativas, como preços abusivos e recusa de fornecimento.

O Ministério de Minas e Energia solicitou à Senacon a avaliação de possíveis abusos na comercialização do GLP, o gás de cozinha, no Brasil. O pedido foi formalizado por meio de ofício nesta quinta-feira, 2 de abril.

A ação ocorre após leilões de GLP realizados pela Petrobras, com ágio acima de 100% em relação aos preços de contratos habituais. A estatal teria comercializado cerca de 70 mil toneladas com valores superiores aos da tabela oficial.

O ministro Alexandre Silveira afirmou que instabilidades internacionais não podem justificar abusos que afetem o consumidor, especialmente em um item essencial como o gás de cozinha. O cenário no Oriente Médio é citado como pressão para o petróleo, não como justificativa para abusos.

Medidas e monitoramento de preços

O governo federal tem intensificado o monitoramento da cadeia de abastecimento de combustíveis para aumentar a transparência na formação de preços e coibir práticas abusivas. Uma medida provisória recente inclui novas infrações administrativas, como preços abusivos e recusa de fornecimento.

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