- O preço dos ovos de Páscoa continua alto, mesmo com queda do cacau nas bolsas internacionais, devido a estoques comprados quando o custo era elevado.
- O chocolate disponível agora foi produzido com cacau comprado há seis meses, o que retarda a atualização dos preços para o consumidor.
- Em 2024 houve crise na oferta de cacau nos dois maiores produtores, Gana e Costa do Marfim, responsáveis por cinquenta a sessenta por cento da produção mundial.
- O preço do cacau chegou a US$ 12 mil por tonelada, frente à média de cerca de US$ 3 mil por tonelada nos últimos dez anos.
- A margem do produtor tem ficado estreita, o que ajuda a explicar a persistência do valor alto para o consumidor.
O preço dos ovos de Páscoa segue acima do esperado. Famílias ajustam o orçamento para manter a tradição, mesmo com queda recente no preço do cacau nas bolsas internacionais.
Especialistas apontam que o chocolate disponível nas prateleiras foi produzido há seis meses, quando o custo da matéria-prima estava elevado. Assim, a atualização de preço não acompanhou imediatamente o recuo.
Segundo analistas, a defasagem ocorre pela cadeia de produção: o custo de insumos ainda impacta o valor final ao consumidor. A diferença entre custo de produção e preço de venda persiste mesmo com mudanças no mercado mundial.
Contexto de oferta de cacau
Entre 2014 e 2023, o preço internacional médio do cacau ficou em torno de US$ 3 mil a tonelada. Em 2024, Gana e Costa do Marfim enfrentaram crise de oferta, responsáveis por cerca de 60% do mercado mundial.
Esse cenário causou desabastecimento relativo, elevando os preços para patamares próximos de US$ 12 mil a tonelada. Produtores locais ainda recebem margens estreitas, conforme avaliação de especialistas.
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