- A gasolina mais barata do mundo em 2026 está na Líbia, US$ 0,023 por litro.
- Países como Venezuela, Iraque, Argélia, Kuwait e Egito aparecem entre os mais baratos, com preços mediados por subsídios e controle estatal.
- O Brasil fica na 65ª posição, com US$ 1,273 por litro, refletindo alta tributação e custos de importação e refino.
- O país produz cerca de 4 milhões de barris de petróleo por dia (5% da produção mundial), exporta 1,75 milhão de barris/dia e não refina todo o petróleo que extrai.
- A mistura de etanol na gasolina (30%) ajuda a reduzir a dependência do petróleo, mas afeta o preço final e o consumo.
A gasolina pode custar centavos em alguns países produtores, mas no Brasil o preço está bem mais alto. Novo levantamento da Global Petrol Prices mostra quem tem o combustível mais barato no mundo em 2026 e quanto o Brasil paga pelo litro da gasolina.
Segundo o ranking, a gasolina mais barata está na Líbia, em torno de US$ 0,023 por litro, perto de R$ 0,12. Países como Irã, Venezuela e Angola também aparecem entre os mais baratos, com forte presença de subsídios estatais.
No Brasil, embora seja grande produtor de petróleo, o preço fica na metade da tabela global. O país ocupa a 65ª posição, com US$ 1,273 por litro, cerca de R$ 6,50, segundo a apuração da consultoria.
Impactos e fatores
A alta de tributos sobre combustíveis e custos logísticos ajudam a explicar a posição brasileira. A produção brasileira é significativa, mas a refinaria e a distribuição impõem custos adicionais, elevando o preço ao consumidor.
A reportagem destaca que o Brasil também depende da mistura com etanol na gasolina, prática que influencia o valor final, embora reduza a emissão de carbono e a dependência de petróleo importado.
Contexto regional
Entre os integrantes da América Latina, o Brasil fica acima de países como Paraguai e Equador, que apresentam preços próximos de US$ 1,16 por litro. A agência aponta que políticas públicas, impostos e subsídios definem o custo final ao consumidor.
O estudo da Global Petrol Prices reforça que o preço internacional do petróleo é semelhante para muitos países, mas a tributação local e os subsídios moldam o valor cobrado na bomba.
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