- Japão planeja aumentar as taxas de combustível para voos internacionais a partir de junho.
- Economista Igor Lucena afirma que a estabilização da economia mundial só ocorreria ao fim de 2027, mesmo que o conflito termine em breve.
- Países asiáticos dependem fortemente do estreito de Ormuz e do Golfo, com até 60% do petróleo vindo daquela região.
- O impacto afeta o PIB global e o turismo da Ásia, que não produz petróleo suficiente internamente.
- Lucena critica o governo dos Estados Unidos por não ter considerado o impacto global das ofensivas.
Duas das maiores companhias aéreas do Japão pretendem elevar as taxas de combustível cobradas em voos internacionais a partir de junho. A medida é apresentada como mais um reflexo do conflito no Oriente Médio, que já hoje impacta custos operacionais das empresas.
Em entrevista ao Conexão Record News, o economista Igor Lucena afirma que, mesmo que o conflito termine em curto prazo, a estabilização da economia mundial deve ocorrer apenas no fim de 2027. Segundo ele, o efeito é amplo e se estende além do turismo.
Japão depende do petróleo importado, com parte significativa das suas compra oriunda do Golfo e da região do estreito de Ormuz. Lucena estima que entre 30% e 60% do petróleo consumido em algumas economias asiáticas vem dessa área, o que amplia o impacto econômico sobre a Ásia.
Impactos econômicos
Segundo o especialista, a alta de custos de combustível pressiona margens de companhias aéreas e pode influenciar preços de passagens e serviços. A depender da duração do conflito, o efeito se espalha para cadeias produtivas globais, não apenas para turismo.
Ele argumenta ainda que o efeito no PIB mundial deve ser observado mesmo em economias com menor dependência direta do petróleo, destacando a interconexão financeira e comercial global. A análise sugere impactos difusos sobre mercados e crescimento.
Peleja entre dados e previsões
Lucena aponta que, embora sinais de contenção do conflito possam surgir, não há consenso sobre o tempo de recuperação econômica global. A avaliação sugere que governos e mercados subestimaram o alcance das oscilações nas reservas de energia e nas cadeias logísticas.
A possibilidade de novas ondas de volatilidade permanece, conforme o economista, com efeitos que podem se propagar por setores que vão além do turismo, afetando preços, investimentos e confiança de consumidores.
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