- Em 2025, o uso de cheques caiu 18,2% frente a 2024, com 112,5 milhões de documentos compensados.
- A redução desde 1995, início da série histórica, chega a 96,62% (naquele ano foram registrados 3,3 bilhões de cheques).
- O valor total movimentado foi de R$ 472,7 bilhões, queda de 9,64% em relação a 2024.
- O tíquete médio subiu para R$ 4.199,77, ante R$ 3.800,67 em 2024.
- Segundo o setor, a queda reflete a consolidação de pagamentos digitais, especialmente o Pix; cheques ainda são usados em situações específicas de maior valor ou garantia.
O uso de cheques no Brasil caiu 18,2% em 2025 ante 2024, segundo levantamento da Febraban. Ao todo, 112,5 milhões de cheques foram compensados no país. A redução mostra o enfraquecimento gradual desse instrumento de pagamento.
Na comparação com 1995, início da série histórica, o recuo chega a 96,62%. Naquele ano, haviam sido registrados 3,3 bilhões de documentos. Mesmo com a queda de volume, o valor financeiro movimentado por cheques em 2025 atingiu R$ 472,7 bilhões, queda de 9,64% frente a 2024.
O tíquete médio observou alta, passando de R$ 3.800,67 em 2024 para R$ 4.199,77 em 2025, sinalizando maior uso do cheque em operações de maior valor. O restante das transações diárias tem migrado para meios digitais, como o Pix, conforme a instituição.
Segundo o diretor de Serviços e Segurança da Febraban, a substituição pelo digital explica a tendência, com ressalva de que o cheque permanece em uso em situações específicas, como garantias em compras ou operações que exigem caução.
Historicamente, a série mostra queda acentuada após a adoção de pagamentos eletrônicos. Em 2020, foram compensados 287,1 milhões de cheques, número que caiu para 112,5 milhões em 2025. A projeção do setor é de continuidade dessa tendência de redução.
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