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Vorcaro busca acelerar delação para salvar sua fortuna

Vorcaro busca delação premiada para salvar fortuna superior a R$ 10 bilhões; devolução de ativos é condição central para o acordo com as autoridades

Vorcaro quer apressar delação para salvar sua fortuna
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  • O ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, busca firmar delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, com prazo de até sessenta dias, segundo acolunista Malu Gaspar.
  • Ele teme perder acesso a valores estimados em mais de R$ 10 bilhões, distribuídos em fundos no Brasil e no exterior, caso não feche o acordo.
  • A devolução de valores é considerada condição central para o avanço da delação; a fraude envolvendo carteiras de crédito vendidas ao Banco Regional de Brasília é estimada em R$ 12,2 bilhões.
  • O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro; os ativos sob o liquidante Eduardo Bianchini teriam sido desviados em pelo menos R$ 4,8 bilhões.
  • O caso tramita no Supremo Tribunal Federal, com relatoria do ministro André Mendonça; investigadores apontam que o acordo exigirá restituição significativa de recursos.

O ex-presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, está preso desde o dia 4 e busca firmar delação premiada com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. A defesa trabalha com um prazo de até 60 dias para concluir as negociações, segundo a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, considerado otimista pelos investigadores.

De acordo com apurações, Vorcaro atua para acelerar as tratativas devido ao risco de perder valores estimados em mais de R$ 10 bilhões, distribuídos em fundos no Brasil e no exterior. Sem controle sobre esses recursos, há preocupação de que parte do patrimônio seja reduzida antes da formalização do acordo.

Investigadores indicam que a devolução de valores será condição central para o avanço da delação. A fraude envolvendo carteiras de crédito vendidas ao Banco Regional de Brasília é estimada em R$ 12,2 bilhões. Existem também suspeitas de desvios em fundos de pensão estaduais e municipais, ainda sob investigação.

Progresso das negociações e condições

A liquidação do Banco Master pelo Banco Central do Brasil, em novembro do ano passado, intensificou o cenário. Os ativos da instituição passaram para o liquidante Eduardo Bianchini, responsável por organizar credores e conduzir a venda de bens. Estimativas apontam que, antes da liquidação, pelo menos R$ 4,8 bilhões em ativos ligados a Vorcaro já haviam sido desviados.

A aceleração das tratativas é vista como decisiva para evitar maior deterioração do patrimônio, que pode influenciar eventual acordo com as autoridades. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro André Mendonça.

A expectativa entre investigadores é de que qualquer acordo envolva devolução significativa de recursos, dadas as gravidades apuradas. A possível restituição de valores bilionários pode ampliar o alcance das investigações e envolver outros agentes, com novos desdobramentos no cenário institucional.

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