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Bitcoin após pior trimestre desde 2018: para onde vai

Bitcoin encerra o trimestre com queda de ~22% no acumulado, cotado entre US$ 66 mil e US$ 70 mil, com demanda institucional estável

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  • O Bitcoin fechou o primeiro trimestre de 2026 com o pior desempenho desde o início de 2018, caindo de cerca de US$ 95.000 em fevereiro para aproximadamente US$ 66.700 no fim do período, queda de cerca de 22% no ano.
  • A moeda digital chegou a queda de até 34,6% no ponto mais baixo do trimestre, permanece entre US$ 66.000 e US$ 70.000, com transferências de baleias em mínimos e pouca oferta defendendo os níveis.
  • Instituições e investidores de varejo ficam à margem até haver clareza regulatória ou mudança nas condições geopolíticas.
  • Mesmo diante do quadro, o Bitcoin caiu menos que ações e ouro desde o início da crise no Irã: queda de 1,5% contra ouro (-17%), Nasdaq (-7,6%) e S&P 500 (-7,4%).
  • A trajetória de curto prazo depende da política monetária dos EUA; ETFs de Bitcoin nos EUA somam cerca de US$ 100 bilhões e mostraram entradas líquidas em março.

O Bitcoin encerrou o primeiro trimestre de 2026 com o pior desempenho desde 2018, caindo de cerca de US$ 95.000 em fevereiro para US$ 66.700 no fim de março. O recuo chegou a 22% no acumulado do ano, segundo dados da Talos, que usa o Coin Metrics como referência.

A trajetória foi influenciada pela guerra, tarifas e uma postura mais agressiva do banco central dos EUA. As perdas chegaram a 34,6% no ponto mais baixo do trimestre, conforme a análise da Talos.

Apesar da queda, o Bitcoin ficou entre US$ 66.000 e US$ 70.000, com operações de baleias em níveis baixos e sem suporte significativo para defender os níveis, aponta a Wintermute.

Desempenho relativo e composição de demanda

Instituições e investidores de varejo permaneceram à margem, buscando clareza regulatória e condições geopolíticas estáveis antes de comprometer capital, conforme a Talos.

Mesmo com o trimestre difícil, o Bitcoin superou ações e ouro desde o início da escalada no Irã em 28 de fevereiro: caiu 1,5%, ante quedas de 17% no ouro, 7,6% na Nasdaq e 7,4% no S&P 500.

Perspectivas para o curto prazo

Especialistas veem o desempenho recente como reajuste macroeconômico, não mudança estrutural. A política monetária dos EUA pode definir a trajetória de curto prazo, segundo Dominick John, da Zeus Research.

Pausas ou flexibilização do Fed poderiam aumentar liquidez e apoiar o Bitcoin, enquanto uma postura mais rigorosa pressionaria o mercado de risco. Um eventual desfecho do conflito no Oriente Médio também pode atuar como catalisador.

O interesse institucional permanece, com ETFs de Bitcoin à vista nos EUA registrando entradas líquidas em março, sugerindo demanda estável mesmo diante da volatilidade.

Em 3 de abril, o Bitcoin operava perto de US$ 66.965, com leve queda diária, segundo dados do CoinGecko.

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