- Em março, o emprego nos EUA subiu em 178 mil postos, após uma revisão para baixo de fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho.
- A taxa de desemprego caiu para 4,3% no mês.
- O mercado de trabalho foi ajudado pelo fim de uma greve no setor de saúde e pelo aquecimento das temperaturas.
- Contudo, riscos negativos permanecem devido à guerra com o Irã, que não tem fim claro, segundo analistas.
- Economistas destacam incertezas que podem impactar a demanda por mão de obra, enquanto o Federal Reserve manteve a taxa de juros em 3,50% a 3,75% recentemente.
O emprego nos EUA se recuperou em março, com o fim de uma greve no setor de saúde e o aquecimento das temperaturas ajudando a criação de vagas. A taxa de desemprego caiu para 4,3%.
O Departamento do Trabalho informou que o mês registrou 178.000 empregos criados. Em fevereiro, houve uma revisão para baixo de 133.000 postos. Economistas consultados pela Reuters previam um ganho de 60.000 vagas.
As estimativas para março variaram entre perda de 25.000 e ganho de 125.000 empregos, com a taxa de desemprego indicando melhora em relação a 4,4% de fevereiro.
Contexto de riscos para o mercado de trabalho
A incerteza permanece devido ao conflito entre EUA e Irã, que completa seu segundo mês. O conflito elevou preços globais do petróleo e colocou pressão adicional sobre a demanda por mão de obra.
As políticas protecionistas também foram citadas como fator de volatilidade. O governo atual utilizou tarifas para tentar ajustar a balança comercial, o que impacta o humor de empresários e o ritmo de contratações.
A guerra e outras medidas anteriores contribuíram para a leitura de fevereiro, na qual houve queda acentuada nas vagas. Economistas apontam que esse cenário pode influenciar o desempenho do mercado de trabalho no segundo trimestre.
Perspectivas e política monetária
O desempenho de março provavelmente não alterará as expectativas sobre a trajetória de juros. O Federal Reserve manteve a taxa básica entre 3,50% e 3,75% no mês anterior, refletindo cautela diante de interrupções na cadeia de suprimentos.
Especialistas destacam que o peso de fatores externos pode continuar a reduzir o ímpeto de criação de vagas. A leitura de abril e dados contínuos sobre inflação, consumo e cadeia produtiva serão determinantes para o rumo da política monetária.
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