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Petrobras nega defasagem de preços e reforça política de reajustes

Petrobras afirma que reajustes são baseados em análises técnicas e nega defasagem de preços frente ao mercado internacional, em resposta à CVM

A manifestação foi feita em resposta a um ofício da Comissão de Valores Mobiliários
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  • A Petrobras afirma seguir a estratégia de preços de combustíveis e nega defasagem relevante frente ao mercado internacional, em resposta a um ofício da CVM.
  • A manifestação ocorre após declarações do presidente Lula sobre evitar repasses ao consumidor dos efeitos da alta internacional do petróleo, em meio a tensões no Oriente Médio.
  • Dados da Abicom indicam defasagem de até R$ 3,05 por litro no diesel e R$ 1,61 na gasolina nas refinarias da Petrobras.
  • A empresa sustenta que reajustes não têm periodicidade fixa e são feitos com base em análises técnicas, considerando refino, logística e redução da volatilidade interna.
  • A Petrobras cita medidas recentes, como aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A para distribuidoras e adesão a programa federal de subvenção de R$ 0,32 por litro, somando efeito de R$ 0,70 por litro, e afirma não reconhecer estimativas de perdas bilionárias apresentadas por analistas.

A Petrobras negou ter defasagem relevante entre os preços praticados no Brasil e o mercado internacional, conforme informações divulgadas pela imprensa. A empresa afirmou que mantém sua estratégia comercial de reajustes de combustíveis, sem seguir uma periodicidade fixa, baseada em análises técnicas.

O órgão regulador CVM abriu um ofício para esclarecer dúvidas sobre a política de preços após reportagens sobre interferência política no tema. A instituição questionou a companhia diante de relatos ligados a medidas do governo para conter repasses aos consumidores.

A estatal destacou que reajustes consideram condições de refino, logística e a volatilidade do mercado interno. A defesa também cita o objetivo de evitar repasse automático das oscilações externas, conforme política anunciada em 2023.

Defesa da política de preços

A Petrobras informou ainda que houve ajuste recente no diesel A, com aumento de 0,38 por litro para distribuidoras, e adesão a um programa federal de subvenção elevando em 0,32 por litro o desconto. O efeito agregado seria de 0,70 por litro.

Dados da Abicom, divulgados no início da semana, apontam defasagem de 3,05 por litro no diesel e 1,61 por litro na gasolina, segundo o jornalismo de mercado. A estatal não reconhece as cifras como base da sua política de preços.

A companhia reforçou que está comprometida com a sustentabilidade financeira, governança e deveres fiduciários. Segundo a Petrobras, as métricas internas e a gestão de risco estão sendo monitoradas para manter a estabilidade do abastecimento e do mercado.

A empresa não informou novas datas ou prazos para mudanças de preços futuras. O governo e a direção da Petrobras permanecem sob análise de agentes reguladores e do mercado, sem indicações de alterações rápidas na estratégia de reajustes.

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