- O Banco Central prepara novidades para o PIX neste ano e também avalia medidas para 2027, como cobrança híbrida obrigatória por meio de QR code, duplicata via PIX e split tributário no ato da compra, além de estudo sobre PIX internacional.
- Em 2025, o PIX registrou recorde de transferências, totalizando 34,6 ou 35,36 trilhões de reais (valor indicado no texto).
- Em novembro de 2025, o diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC, Renato Gomes, afirmou que quase todo adulto já usa o PIX.
- OPIX evoluiu nos últimos anos com o PIX Cobrança, PIX Saque e PIX Troco, PIX Agendado, PIX por Aproximação, PIX Automático e integração com o Open Finance.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou o PIX, e o presidente Lula afirmou que o governo não mudará a ferramenta, podendo até aprimorá-la para atender melhor a população.
O Banco Central (BC) segue desenvolvendo a agenda evolutiva do PIX, a plataforma de transferências em tempo real criada em 2020. Novidades estão em estudo para facilitar pagamentos, ampliar a inclusão financeira e ampliar o uso em diferentes cenários.
O tema voltou a ganhar atenção após críticas públicas do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sobre impactos do PIX a grandes redes de cartão. O governo brasileiro respondeu que a ferramenta atende à sociedade sem abrir mão de ajustes necessários.
Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em Salvador (BA), que o PIX é uma aposta brasileira e que o governo não permitirá mudanças no modelo. Ele citou a possibilidade de aprimoramentos para atender usuários de diferentes perfis.
Evolução e impactos do PIX
O PIX registrou um recorde de movimentação em 2025, com 35,36 trilhões de reais em transferências. A ferramenta passou a incluir milhões no sistema financeiro, fortalecendo pagamentos a pequenos negócios.
Segundo o BC, o PIX ampliou a bancarização e impulsionou negócios presenciais e digitais, reduzindo custos com recebimentos. Adoção de serviços como cobrança, saque, agendamento e aproximação ganhou rapidez na rotina financeira.
Novidades previstas para o PIX
Entre as inovações em estudo, estão cobrança híbrida, com pagamento por QR code que pode se cruzar com boleto, com obrigatoriedade prevista para novembro. Outra frente é a duplicata via PIX, para facilitar recebíveis.
O BC também avalia o split tributário, visando adaptar o sistema de pagamentos de impostos em tempo real à reforma tributária, com CBS a ser cobrada no ato da compra a partir de 2027.
Planos para o médio e longo prazo
Há expectativa de lançar o PIX internacional, com uso mais amplo entre fronteiras, conectando sistemas de pagamento instantâneos. A ideia é ampliar pagamentos transfronteiriços entre países e plataformas.
Outra linha envolve PIX em garantia, permitindo crédito a autônomos com recebíveis futuros como garantia, tornando empréstimos mais acessíveis. Também se avalia o PIX por aproximação offline.
Sobre o PIX e o crédito popular
O governo trabalha para criar o PIX Parcelado como alternativa a cartões de crédito, visando 60 milhões de pessoas sem acesso a crédito. A padronização das regras, porém, ainda não tem prazo definido.
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