- Os preços do petróleo nos EUA subiram de cerca de US$ 65 para roughly US$ 100 desde o início da guerra no Oriente Médio, e a gasolina passou de US$ 4 por galão.
- Analistas alertam que, se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, o petróleo pode chegar a US$ 200 por barril por um período.
- A Macquarie aponta cerca de 20% de probabilidade de chegar a US$ 200 até junho, reduzida de 40% na semana anterior.
- O Bank of America alerta que um fechamento prolongado pode causar colapso da cadeia global de suprimento, mantendo os preços acima de US$ 150 por barril neste trimestre.
- Cenários para 2026, segundo o Bank of America, vão de média de US$ 77,50 a US$ 92,50 por barril com desescalada rápida, a risco de recessão em caso de escalada extrema.
O mercado mundial de petróleo acompanha a possibilidade de continuidade do bloqueio no Estreito de Ormuz. Se o estreito permanecer fechado por mais tempo, há expectativa de alta nos preços, podendo superar os picos registrados antes da crise de 2008.
Desde o início do conflito no Oriente Médio, os preços nos EUA subiram de cerca de 65 para perto de 100 dólares por barril. Em março, o petróleo bruto registrou um dos maiores aumentos mensais desde o início das negociações de futuros.
A gasolina nos EUA passou de patamar abaixo de 4 dólares por galão para superar esse valor, elevando projeções para itens de consumo e serviços de viagem. Analistas avaliam impactos amplos na economia.
Cenários de preço e consenso de analistas
Analistas de investimentos apontam que, se o fechamento do Estreito de Ormuz persistir até junho, os preços podem subir acima de 200 dólares por barril por um período, conforme estudo do Macquarie Group.
Segundo o estrategista de petróleo da Macquarie, há expectativa de volatilidade com uma chance estimada de cerca de 20% de esse cenário se confirmar, reduzida diante de estimativas anteriores.
Mesmo com possível encerramento do conflito, a permanência do estreito fechado pode sustentar o preço alto, conforme avaliação de especialistas ouvidos pela mídia internacional.
O Departamento de Energia dos EUA tem enfatizado planos para mitigar interrupções de curto prazo, com medidas de apoio logístico e de seguros, destacando que ações rápidas ajudam a reduzir impactos imediatos.
Impactos econômicos e respostas governamentais
Caso os preços alcancem 200 dólares, a gasolina pode atingir patamares próximos a 7 dólares por galão, o que ampliaria custos de transporte, manufatura e serviços. Economistas alertam para pressões inflacionárias caso o fornecimento permaneça limitado.
O Bank of America estima que a perda de fornecimento global em março tenha ficado entre 14 e 15 milhões de barris diários, afetando petróleo bruto e derivados como diesel e combustível de aviação.
Em cenários de desabastecimento prolongado, analistas sinalizam riscos de racionamento de demanda e queda na atividade econômica, com consequências semelhantes às crises energéticas históricas.
Perspectivas e políticas públicas
Observa-se que mudanças políticas podem alterar rapidamente as previsões de preços. Em situações de tensão, medidas de curto prazo tomadas pelo governo dos EUA são consideradas úteis, porém, podem não bastar diante de interrupções severas.
O Bank of America apresentou três cenários para próximos movimentos: desescalada rápida, fim curto do conflito com alta moderada e um cenário severo com impactos significativos na renda e no emprego. Cada cenário traz trajetórias diferentes para o Brent em 2026.
Ao longo das últimas semanas, o governo tem utilizado instrumentos de emergência para liberar reservas estratégicas e manter a circulação de mercadorias, reforçando a atuação rápida para conter choques de oferta.
Olhando adiante
Especialistas apontam que a reabertura do Estreito de Ormuz poderia, em curto prazo, reduzir preços de maneira relevante, especialmente se a infraestrutura regional for reparada rapidamente. A redução dos custos de energia seria outro efeito esperado.
Em resumo, o tamanho do choque depende de fatores militares, diplomáticos e de capacidade de resposta das autoridades. Enquanto não há desfecho claro, o monitoramento de preços e suprimentos permanece intenso no mercado global.
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