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Bolsa deve ter melhor 1º trimestre desde 2022 com capital externo

Capital externo na B3 soma 48,7 bilhões no primeiro trimestre, com março positivo, mirando a melhor marca desde 2022

Além disso, primeiro trimestre de 2026 acumula R$ 48,7 bilhões em capital estrangeiro até agora
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  • Em março, o saldo de capital externo na B3 deve ficar positivo, com acumulado de R$ 7,05 bilhões até o dia 24, ante R$ 3,1 bilhões no mesmo período de 2025.
  • O primeiro trimestre de 2026 já soma R$ 48,7 bilhões em capital estrangeiro, indicando a melhor marca para esse indicador desde 2022.
  • Em 2022, o desempenho ocorreu devido ao preço elevado das commodities e aos juros altos, o que abriu espaço para arbitragem.
  • A expectativa é de novas entradas devido a ações com preços atrativos frente a mercados como os Estados Unidos, além de afrouxamento monetário e a disputa eleitoral.
  • Especialistas veem o fluxo externo como favorável para o Brasil, a menos que haja mudança significativa no cenário global, como aumento de juros pelo Federal Reserve.

O saldo de investimentos estrangeiros na B3 aponta para o melhor primeiro trimestre desde 2022, com capital externo entrando de forma contínua em março. Dados indicam que o mês pode fechar com entrada positiva, elevando o acumulado de 2026 para patamar superior ao observado no mesmo período de 2025.

Até o dia 24 de março, o aporte externo somava 7,05 bilhões de reais, em comparação com 3,1 bilhões de reais no mês de março de 2025. O primeiro trimestre de 2026 alcançou 48,7 bilhões de reais em entradas de capital estrangeiro, sinalizando forte desempenho relativo frente a anos anteriores.

A recuperação recente ocorre em meio a incertezas globais geradas pela guerra no Oriente Médio, que não afastaram investidores da Bolsa brasileira. A perspectiva é de continuidade das entradas neste ano, apoiada pela atratividade relativa de ações no Brasil frente a mercados desenvolvidos e emergentes.

Avaliações

Analistas destacam que o fluxo externo tem origem, em parte, na saída de capitais dos EUA, o que favorece a percepção de valor de ativos brasileiros. O cenário externo, com juros reais elevados no Brasil, é visto como fator de suporte aos fluxos para a bolsa nacional.

Enquanto isso, a procura por ações brasileiras permanece condicionada ao desempenho relativo de valuations, às perspectivas de juros e à evolução macro. O viés de valuation atrativo é apontado como elemento de sustentação para o ingresso de recursos, desde que não haja piora no cenário global.

Outra leitura aponta que o preço competitivo de ações brasileiras, aliado ao diferencial de juros, pode manter o fluxo externo estável. Contudo, uma elevação adicional de juros nos EUA ou instabilidade geopolítica pode afetar esse movimento.

Taxas de juros

A Selic atual está em 14,75% ao ano, após redução da taxa básica anunciada pelo Copom. Projeções do mercado indicam que o índice deve encerrar 2026 em torno de 12,50%. Produtores de opinião lembram que, mesmo com recuos, o juro brasileiro se mantém superior aos majors, influenciando o apetite por ativos locais.

Analistas ressaltam que a queda gradual da taxa pode ampliar a atratividade de ativos brasileiros, especialmente em cenários de renovação de apetite internacional e potencial rali eleitoral. O desempenho da bolsa dependerá, entre outros fatores, da evolução fiscal e de novas perspectivas de política monetária.

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