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Vendas da Nike frustam expectativas e apontam desafios de recuperação

Resultados do terceiro trimestre mostram desafio de recuperação da Nike, com queda de receita prevista e necessidade de ajustar estratégia diante de novas tendências de moda

Marca prevê que a receita cairá entre 2% e 4% no trimestre atual e apresentará um declínio de um dígito baixo no restante do ano (Foto: Nicole Tung/Bloomberg)
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  • A Nike anunciou perspectiva de queda de receita entre dois e quatro por cento no trimestre atual, ficando abaixo das expectativas; ações caíram cerca de dez por cento no pré-mercado.
  • As vendas na América do Norte voltaram a crescer, sendo o maior mercado e respondendo por quase metade da receita.
  • Produtos de desempenho, como tênis para corrida, tiveram alta de mais de vinte por cento; a empresa relançou a marca ACG para competir com o Gorpcore, fortalecendo presença na China.
  • O foco da moda mudou: itens casuais, moletons e roupas de lã perderam espaço, resultando em queda de dois dígitos nas vendas de roupas esportivas na América do Norte, Europa e Grande China.
  • Caminhos para a recuperação incluem manter o impulso em desempenho, explorar parcerias (como com Virgil Abloh) e avaliar a venda da Converse; a Nike também vê potencial com a Copa do Mundo na América do Norte.

A Nike viu resultados do terceiro trimestre decepcionarem os mercados, sinalizando dificuldades de recuperação. A empresa divulgou uma perspectiva sombria, com queda prevista de 2% a 4% na receita do trimestre em curso. As ações chegaram a cair 10% no pregão anterior à abertura.

Segundo a companhia, os maiores impactos vieram de roupas e calçados casuais voltados para o estilo, especialmente na China e na Europa. Enquanto itens de desempenho, como tênis de corrida, seguem com bom andamento, o foco do varejo migrou de athleisure para moda casual.

A Nike também ressaltou que perturbações no comércio no Oriente Médio contribuíram para a cautela, ainda que a deterioração já ocorra antes de novos aumentos de custos com combustível e frete. O guidance aponta queda de receita em linha baixa no restante do ano.

Desempenho por região e linha de produto

Na América do Norte, o maior mercado, as vendas voltaram a crescer, representando quase metade da receita. Produtos de desempenho cresceram mais de 20%, ajudando a manter a demanda em segmentos específicos.

Estratégias e mudanças no portfólio

A empresa busca reforçar o portfólio de moda de alto desempenho e explorar novidades no streetwear. A Nike já relançou a linha ACG para competir com itens de outdoor fashion de marcas como Arc’teryx e North Face, especialmente na China.

Possíveis caminhos e movimentos de mercado

Analistas apontam que manter o segmento de desempenho é essencial, com a Copa do Mundo da FIFA no país como oportunidade. Também circulam rumores de venda do negócio de calçados da Converse, diante da queda de 35% das vendas nos três meses até fevereiro, segundo a Bloomberg News.

Perspectivas de curto prazo

Especialistas destacam que a recuperação não será linear diante de mudanças de gosto dos consumidores. Resta à Nike manter o desempenho em performance, ampliar parcerias criativas e buscar inovações em modelos que mixem esporte e estilo.

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