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Analista aponta preço-alvo do Bitcoin para evitar queda a US$ 10 mil

Analista diz que Bitcoin precisa superar US$ 75 mil para afastar risco de cair até US$ 10 mil

moeda de bitcoin e graficos ao fundo
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  • Um analista da Bloomberg Intelligence diz que o Bitcoin precisa recuperar e manter acima de US$ 75 mil para afastar o risco de queda até a faixa de US$ 10 mil.
  • Caso o preço supere esse patamar, a tese de recuo perde força; se permanecer abaixo, a visão é de correção acentuada.
  • US$ 75 mil tem funcionado como ponto-chave de tendência nos ciclos recentes, servindo de suporte em quedas e de resistência em altas.
  • Se o Bitcoin conseguir uma recuperação consistente acima de US$ 75 mil, pode indicar demanda estrutural suficiente para novas altas; caso contrário, pode haver continuidade da tendência de baixa.
  • Nesta segunda-feira, o preço oscilava perto de US$ 69,4 mil, com alta de quase 4% em 24 horas, tentando retomar o patamar de US$ 70 mil.

O Bitcoin precisa recuperar e manter o nível de US$ 75 mil para afastar o risco de uma queda mais acentuada, possivelmente até US$ 10 mil. A avaliação é do analista Mike McGlone, da Bloomberg Intelligence, que mantém um cenário pessimista para a criptomoeda.

Segundo McGlone, esse patamar funciona como uma linha na areia do mercado. Superar sustentadamente US$ 75 mil enfraqueceria a tese de queda; manter-se abaixo reforçaria a probabilidade de correção.

A leitura do analista aponta que, nos ciclos recentes, US$ 75 mil tem servido como ponto-chave de definição de tendência. O movimento de alta perde força ali; as quedas também encontram suporte técnico e psicológico nesse nível.

Se o Bitcoin retornar com consistência acima de US$ 75 mil, haveria demanda estrutural suficiente para sustentar novas altas, com melhora macroeconômica ou fluxos institucionais. Nesse cenário, a queda para US$ 10 mil deixaria de fazer sentido.

Nesta segunda-feira, 6, a criptomoeda tenta retomar a faixa dos US$ 70 mil. No início da manhã, o Bitcoin operava com alta de quase 4% em 24 horas, em torno de US$ 69.356.

Panorama técnico e riscos

A projeção de recuo a US$ 10 mil persiste como hipótese dentro da visão de McGlone, associada ao preço de equilíbrio histórico anterior à liquidez maciça de 2020. Segundo o analista, o regime de juros próximo de zero impulsionou o movimento.

Ele aponta que, antes da expansão monetária, o Bitcoin girava em torno de US$ 10 mil. O período recente de estímulos ampliou o preço, um contexto que, segundo o analista, já não se sustenta.

McGlone ressalta ainda que a faixa de US$ 10 mil concentra volume relevante desde 2017, quando contratos futuros passaram a ser negociados na CME Group, fortalecendo a significância histórica daquele nível.

Outro fator destacado é a mudança estrutural do mercado cripto. Hoje, o Bitcoin compete com milhares de tokens e com o crescimento de stablecoins, o que pode exercer pressão negativa sobre o preço no longo prazo.

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