- Em 2025, as fontes renováveis atingiram quase cinquenta por cento da capacidade global de eletricidade, com a solar liderando o crescimento.
- No Brasil, a participação de renováveis já passa de oitenta por cento em vários anos, com a energia solar impulsionando essa expansão.
- O custo médio para instalar um sistema fotovoltaico residencial fica entre R$ 12 mil e R$ 15 mil, e a economia na conta de luz em três a quatro anos costuma remunerar o investimento.
- Três gargalos recentes: Selic elevada encarece o financiamento; aumento do imposto de importação dos equipamentos pode frear a expansão; infraestrutura de transmissão saturada exige mais investimentos.
- Apesar dos obstáculos, a especialista destaca que a energia solar continua sendo ferramenta de economia e parte essencial da transição energética brasileira.
O crescimento das fontes de energia renovável atingiu quase 50% da capacidade global de geração de eletricidade em 2025, com a energia solar liderando o avanço frente ao carvão. O marco reforça a mudança mundial rumo a fontes mais limpas.
No Brasil, a participação de renováveis já supera 80% da matriz elétrica há alguns anos, e a expansão tem sido puxada pela solar fotovoltaica, segundo Bárbara Rubim, vice-presidente da Absolar. Ela ressalta o papel do país na transição energética global.
A especialista explica que, apesar dos altos custos iniciais, a instalação de painéis solares traz economia a longo prazo. A garantia de performance dos módulos é de 25 anos, o que assegura geração estável ao longo do tempo.
Para o consumidor, o funcionamento do sistema funciona como um pedágio: a energia gerada durante o dia é devolvida à rede e, ao usar a energia da rede à noite, ocorre o ajuste mensal entre o que foi consumido e o que foi devolvido.
A média de investimento em residência para energia fotovoltaica fica entre R$ 12 mil e R$ 15 mil. Mesmo com o desembolso inicial, a economia na conta de luz costuma cobrir o investimento em cerca de 3 a 4 anos, segundo a Absolar.
Gargalos para o crescimento
A vice-presidente aponta três entraves relevantes. O primeiro é a Selic elevada, que eleva o custo do financiamento dos sistemas e torna o crédito menos acessível, já que mais da metade dos equipamentos é financiada.
Outro obstáculo é o aumento do imposto de importação sobre os equipamentos, o que dificulta a expansão das fontes renováveis no Brasil, conforme declaração de Rubim.
O terceiro desafio envolve infraestrutura de rede. A saturação das redes de distribuição exige investimentos para expandir e modernizar a infraestrutura, viabilizando o escoamento da energia gerada pela solar.
Entre na conversa da comunidade