- Ibovespa subiu 0,35% às 11h, para 188.711 pontos, e o dólar caiu 0,23%, a R$ 5,15.
- Axios informou que aliados dos Estados Unidos pressionam por acordo de última hora com o Irã, mas as chances nas próximas 48 horas são consideradas baixas.
- Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que “nenhuma pessoa racional” apoiaria o cessar-fogo; Trump ameaçou atacar usinas nucleares iranianas.
- Tráfego pelo Estreito de Ormuz aumentou: 21 navios passaram no fim de semana, quarto ou quinto do petróleo mundial circula pela rota, mantendo pressão sobre preços.
- Mercado externo apresenta performance mista: Dow Jones perto da estabilidade, S&P 500 e Nasdaq em alta; petróleo Brent está em US$ 108,97.
O Ibovespa avança nesta segunda-feira 6, em meio a sinais de possível cessar-fogo no Oriente Médio após um mês de conflito envolvendo Irã, EUA e Israel. O índice sobe 0,35%, aos 188.711 pontos, enquanto o dólar cai 0,23%, cotado a 5,15 reais no fim da manhã.
O movimento acontece diante de novas informações sobre uma possível conclusão de acordos de trégua entre EUA e Irã, divulgadas por fontes não identificadas ao portal Axios. As negociações ainda são incertas para as próximas 48 horas.
Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a proposta de cessar-fogo não seria aceita por pessoas racionais, reforçando a resistência a um acordo imediato. Na mesma linha, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou ameaças de ações contra a infraestrutura iraniana caso haja recusa de um acordo.
No cenário macro, analistas destacam a volatilidade derivada do conflito e avaliam que o tráfego no Estreito de Ormuz continua influenciando o preço do petróleo. O estreito responde por cerca de um quinto do petróleo mundial, elevando riscos inflacionários globais diante do conflito.
Ainda no lacônico panorama de mercados, o Dow Jones recua levemente, enquanto S&P 500 e Nasdaq avançam; o petróleo Brent opera próximo de 109 dólares o barril. O clima de incerteza projeta um cenário de leitura sensível para os próximos dias.
Perspectivas de curto prazo e impactos setoriais
O tráfego em Ormuz nesta semana atingiu o nível mais alto desde o início da guerra, com 21 navios transitando no fim de semana. A leitura de risco permanece dependente de desenvolvimentos diplomáticos e de ataques potenciais na região.
Pontos de avaliação sinalizam que a recuperação recente de ações pode ter ritmo tático, sem indicar melhoria prolongada nas perspectivas macroeconômicas. Investidores acompanham também o avanço de negociações e declarações oficiais.
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