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Pacote para conter alta dos combustíveis inclui subsídios e isenções

Governo anuncia pacote com subsídios a diesel e GLP, isenções ao querosene de aviação e crédito a companhias aéreas, com fiscalização ampliada

Diesel, bomba de combustível
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  • Governo divulgou um pacote com MP, projeto de lei e decretos para conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio, com subsídios, isenções e apoio ao setor aéreo.
  • Subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, dividida entre a União e estados, válida por dois meses e com possibilidade de chegar a R$ 4 bilhões; subsídio extra de R$ 0,80 por litro para diesel produzido no Brasil, estimado em R$ 3 bilhões mensais; empresas devem repassar a redução ao consumidor.
  • Zeragem de impostos federais sobre biodiesel e querosene de aviação; subsídio de R$ 850 por tonelada para GLP importado, visando reduzir o custo do gás de cozinha.
  • Setor aéreo recebe até R$ 9 bilhões em crédito via BNDES e Fundo Nacional de Aviação Civil; isenção de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação; adiamento de tarifas de navegação; Cade será informada de suspeitas de violação da ordem econômica; pena de 2 a 5 anos para abusos de preço; MP permite interdição de postos com aumentos abusivos.
  • Medidas incluem mecanismos para suavizar oscilações de preços internacionais, buscando reduzir impactos da crise externa e manter o Brasil menos exposto às variações do mercado de energia.

O governo federal anunciou nesta segunda-feira um pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis, decorrente da guerra no Oriente Médio. O conjunto inclui MPs, projeto de lei e decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é reduzir custos para consumidores e setores produtivos e assegurar o abastecimento.

As ações mantêm o foco em subsídios e isenções, com impacto direto em diesel, GLP e querosene de aviação. A ideia é compensar parte da elevação internacional dos preços e evitar interrupções no abastecimento do país. A implementação depende de aprovação legislativa e cobrança de medidas pelo governo.

Subvenções e isenções

Entre as principais medidas, está a subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, rateada entre União e estados. O benefício valerá por dois meses e pode chegar a R$ 4 bilhões. O Ministério da Fazenda estimou custo inicial de R$ 3 bilhões.

Também haverá subvenção extra de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, com custo estimado de R$ 3 bilhões mensais. Empresas deverão repassar a redução ao consumidor, conforme o governo.

O governo zerará os impostos federais sobre biodiesel e sobre o querosene de aviação. No GLP, será concedido subsídio de R$ 850 por tonelada para o produto importado, buscando igualar o preço ao GLP nacional.

Setor aéreo e fiscalização

O pacote prevê crédito de até R$ 9 bilhões para companhias aéreas, operados pelo BNDES e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil. Também haverá isenção de PIS e COFINS sobre o querosene de aviação e adiamento de tarifas de navegação aérea.

O ministro Bruno Moretti afirmou que as medidas serão custeadas pelo aumento de royalties de petróleo, reflexo da crise internacional. A fiscalização pela ANP será reforçada para evitar aumentos abusivos.

Penalidades e mecanismos de ajuste

O governo encaminha projeto de lei com pena de 2 a 5 anos para violações da economia popular. Sócios de estabelecimentos também podem ser responsabilizados. A MP autoriza a interdição de postos que elevarem preços de forma abusiva, além de multas mais severas.

O Cade deverá ser informado em casos de suspeita de violação da ordem econômica. As sanções consideram ganho indevido e usura do agente econômico, conforme o ministro Silveira.

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