- Estudo publicado na Nature – Nutrição e Diabetes em 2026 compara macarrão instantâneo tradicional com uma versão mais proteica, mantendo calorias semelhantes.
- Participantes receberam os dois tipos em dias diferentes e foram observados quanto à fome e ao consumo no almoço.
- O resultado mostrou que a fome imediata foi similar entre os dois, mas quem comeu o macarrão proteico ingeriu menos no almoço subsequente.
- Também houve redução do desejo de comer ao longo do dia, mesmo com calorias parecidas.
- Conclusão: aumentar a proteína na refeição pode ajudar a controlar o consumo após a refeição, sem recorrer a dietas restritivas.
O macarrão instantâneo é um alimento de uso comum pela praticidade e preço. Um estudo avaliou se uma versão com maior teor de proteína muda a forma como as pessoas comem depois da refeição. A pesquisa foi publicada na Nature – Nutrição e Diabetes e teve como autora principal Princess U. Oziomam, com colaboradores em 2026.
O objetivo foi comparar duas versões do mesmo alimento, mantendo calorias semelhantes: macarrão tradicional e uma versão proteica. Os voluntários operaram em dias distintos, consumindo cada versão, para medir fome e o quanto seria ingerido no almoço seguinte.
Os pesquisadores acompanharam a fome imediata e o consumo no almoço, após cada tipo de macarrão. O estudo também observou sinais de desejo por comida ao longo do dia, independentemente do conteúdo calórico.
Resultados
A fome inicial teve padrões parecidos entre as duas opções, mas o grupo que ingeriu o macarrão proteico consumiu menos no almoço posterior. Também houve redução do desejo de comer ao longo do dia, apesar das calorias equivalentes.
A conclusão aponta que pequenas alterações na composição dos alimentos podem influenciar hábitos alimentares sem dietas restritivas. O impacto, embora modesto, foi consistente na redução do consumo ao longo do dia.
Implicações práticas
Para quem usa macarrão instantâneo com frequência, a versão com mais proteína pode ajudar a moderar a ingestão futura, sem alterar a fome imediata. O estudo sugere que a escolha de proteína aliada a calorias estáveis pode favorecer o controle de peso.
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