- O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse que a guerra no Oriente Médio freará o crescimento global e elevará a inflação, independentemente do desfecho.
- O impacto depende da gravidade e da duração da interrupção dos mercados de energia; um fim rápido pode trazer normalização nos próximos meses.
- Em cenário básico, o crescimento do PIB global cairá entre 0,3% e 0,4%, podendo superar 1% no cenário mais longo.
- A inflação pode subir até 0,9 ponto percentual.
- O Banco Mundial possui janelas de crise que permitem acesso rápido a fundos; cerca de US$ 30 bilhões podem estar disponíveis em 2 a 3 meses, e até US$ 70 bilhões em seis meses, com cautela fiscal para não agravar problemas futuros.
O presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, disse nesta terça-feira 7 que a guerra no Oriente Médio deverá frear o crescimento econômico global e elevar a inflação, independentemente de quando terminar. O comentário foi feito em um evento do Atlantic Council, antes das reuniões do Banco Mundial e do FMI.
Segundo Banga, o impacto dependerá da gravidade e da duração da interrupção dos mercados de energia. Um fim rápido do conflito pode permitir normalização nos meses seguintes; um período prolongado tende a estender efeitos por seis a oito meses.
Ele indicou que, antes do conflito, o crescimento provável do PIB global estava próximo de 2,83%. No cenário básico, a queda ficaria entre 0,3% e 0,4%, podendo superar 1% no cenário mais longo. A inflação poderia avançar até 0,9 ponto percentual.
Banga também afirmou que as autoridades financeiras reunidas em Washington devem discutir como a instituição pode ajudar os países afetados pela alta dos preços de energia e pelas interrupções na cadeia de suprimentos. O Banco Mundial possui janelas de crise para acesso rápido a fundos não desembolsados.
A expectativa é que países em dificuldade tenham acesso a cerca de US$ 30 bilhões nesses mecanismos nos próximos dois a três meses, com até US$ 70 bilhões disponíveis ao longo de seis meses. Ele alertou, porém, para evitar subsídios que agravem problemas fiscais futuros.
A Instituição destacou que as janelas de crise permitem rapidez no desembolso, desde que haja planejamento fiscal responsável. O objetivo é mitigar impactos sobre economia, empregos e preços, mantendo o compromisso com a estabilidade macroeconômica.
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