- Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, pede a equalização do setor automotivo para proteger a cadeia de valor diante do boom de carros chineses.
- Segundo ele, a capacidade ociosa dos chineses ultrapassa 20 milhões de unidades, e essa ociosidade precisa encontrar aplicação.
- Mesmo com tarifas americanas superiores a 100%, ele afirma que isso não basta para equalizar o gap competitivo.
- Os EUA fecharam as exportações chinesas, mas Europa e América do Sul demonstram interesse em receber as unidades; cenário favorável ao Brasil é citado.
- Uma das formas de equalização seria a criação de plantas produtivas no Brasil, citando o exemplo da Fiat em Betim, Minas Gerais, hoje com população superior a 400 mil.
Antonio Filosa, CEO global da Stellantis, afirmou em entrevista à CNN Brasil que a alta competitividade de novos players pressiona o setor automotivo a buscar maior equilíbrio na cadeia de valor. A fala ocorre em meio ao cenário de expansão de fabricantes chineses.
O executivo aponta uma ociosidade superior a 20 milhões de unidades entre os chineses, e destaca que esse excedente precisa encontrar um destino no mercado global. Embora haja demanda na Europa e na América do Sul, o impacto depende de políticas comerciais.
Segundo Filosa, as tarifas dos EUA contra a China, superiores a 100%, não asseguram sozinhas a equalização desejada. O Brasil aparece como possível cenário de ganhos, ainda que não seja suficiente para resolver a diferença competitiva.
Para ampliar a competitividade, o CEO cita a criação de plantas produtivas como caminho viável. Ele cita a instalação da Fiat em Betim, Minas Gerais, como exemplo de como infraestrutura industrial local pode impactar a dinâmica regional.
contextos de política industrial e investimentos são relevantes para entender o papel do Brasil na estratégia global de Stellantis, ainda conforme o que foi discutido na entrevista. Betim, hoje com mais de 400 mil habitantes, é citado como referência.
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