- Até o início da noite de terça-feira, 3.075 empregados aderiram ao PDV dos Correios, pouco mais de 30% do público-alvo; o saldo final será divulgado na quarta-feira.
- A projeção inicial era de 10 mil adesões neste ano e mais 5 mil em 2025; não haverá nova prorrogação do prazo.
- No 100 dias de implantação do plano, foram vendidos 11 imóveis, com arrecadação de cerca de R$ 11,3 milhões, e já houve o fechamento de 127 agências.
- Leilões permanecem programados para 9 e 16 de abril, com 42 propriedades disponíveis; parte dos imóveis será ofertada com deságio de até 25% para acelerar as vendas.
- O plano prevê o fechamento de até mil unidades até o fim do ano, sem impactar a universalização, e inclui medidas como otimização de rotas, controle de produtividade, acordo coletivo 2025/2026 e discussão de novas jornadas de trabalho.
Pouco mais de 3 mil funcionários dos Correios aderiram ao plano de demissão voluntária até o fim do dia 7, último dia do prazo. O saldo final será anunciado na quinta-feira, 8 de abril. A meta inicial era de 10 mil adesões neste ano, com mais 5 mil em 2025.
Até agora, 3.075 empregados aceitaram o PDV, o que representa pouco mais de 30% do público-alvo. Os Correios dizem que não haverá nova prorrogação do prazo, que começou com validade até 31 de março.
Além do PDV, a estatal aponta outras medidas implantadas no primeiro trimestre. Houve otimização de rotas logísticas, controle de produtividade, acordo coletivo 2025/2026 e início de debates sobre novas opções de jornada de trabalho.
Balanço de 100 dias
O plano de reestruturação foi apresentado em 29 de dezembro e completa 100 dias. Entre as ações, destaca-se a venda de imóveis, com dificuldades para venda de unidades.
Nos dois primeiros leilões, em fevereiro, 21 imóveis foram ofertados e apenas 4 foram arrematados. Até agora, a empresa arrecadou cerca de R$ 11,3 milhões com a venda de 11 imóveis.
Novos leilões estão marcados para 9 e 16 de abril, com 42 propriedades disponíveis para lance em todo o país. Parte dos imóveis será ofertada com deságio de até 25%.
Outra frente do plano prevê o fechamento de até 1.000 unidades até o fim do ano, incluindo agências, sem comprometer a universalização do serviço. Desde o início da reestruturação, foram fechadas 127 unidades.
Contexto financeiro
A crise financeira dos Correios já é histórica. Em 2022 houve déficit de mais de R$ 700 milhões. O rombo de 2024 aumentou para cerca de R$ 2,5 bilhões. Entre janeiro e setembro do ano passado, o prejuízo acumulado já somava R$ 6 bilhões.
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