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De 20 hectares à fábrica de biodiesel, Pará vira referência no agro do Norte

Juparanã inaugura planta de processamento de soja em Paragominas, com capacidade de três mil toneladas/dia e 800 toneladas/dia de óleo para biodiesel, gerando 800 empregos

Foto: Divulgação
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  • A Juparanã Comercial Agrícola LTDA, de Paragominas, no Pará, amplia atuação da lavoura de milho de 20 hectares para uma planta industrial de processamento de soja.
  • A unidade processa até três mil toneladas de soja por dia (cerca de cinquenta mil sacas) e terá esmagamento em abril, com a planta de biodiesel operando a partir de junho.
  • A planta de biodiesel terá capacidade de oitocentas toneladas de óleo por dia e será alimentada por biomassa, tornando a unidade autossuficiente energeticamente.
  • O investimento deve gerar mais de oitocentos empregos diretos e indiretos na região, fortalecendo o agronegócio local.
  • O potencial logístico da região, com clima favorável e proximidade de Barcarena, é visto como favorável para ampliar o valor agregado da produção rural.

A Juparanã Comercial Agrícola LTDA anuncia a implantação de uma planta industrial para processamento de soja em Paragominas, Pará. A unidade terá capacidade de até 3 mil toneladas por dia, com esmagamento iniciado em abril e produção de biodiesel de 800 toneladas diárias a partir de junho. O empreendimento busca reduzir emissões com uso de biomassa como energia.

Ao longo de 25 anos, a empresa nasceu com 20 hectares de milho, em Paragominas, e evoluiu para um modelo verticalizado. Hoje atua no cultivo, venda de grãos, sementes de soja, insumos via Barter e pesquisa agronômica, fortalecendo o agronegócio regional.

A nova etapa marca a industrialização da cadeia na região norte. A planta de biodiesel surge ao lado da área de esmagamento, na margem da BR-010, a cerca de 250 km do porto de Barcarena. O projeto prevê geração de renda e fortalecimento da produção local.

Para Flávio Carminati, sócio-proprietário e diretor-presidente, a iniciativa é natural no crescimento da Juparanã. Ele aponta clima favorável, logística eficiente e produção agrícola em expansão como fatores-chave para a criação de valor e para consolidar o ecossistema do produtor.

O investimento deve gerar mais de 800 empregos diretos e indiretos na região, conforme a empresa. Operações começam no primeiro semestre de 2026, ampliando o polo agroindustrial do Norte do Brasil. A notícia reforça a diversificação da cadeia produtiva no Pará.

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